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Rio de Janeiro, 28/05/09
Os artistas e funcionários do Theatro Municipal do Rio de Janeiro seguem a pé em manifesto contra a privatização da cultura no RJ, inclusive do próprio Theatro. Eles partem do Theatro até a ALERJ, onde haveria uma audiência pública com a secretária de cultura do RJ, Adriana Rattes.
Durante a caminhada, o coro canta repetidas vezes e em plenos pulmões o coral "Va' Pensiero" da ópera "Nabucco", de Giuseppe Verdi.
A música é bem oportuna, pois no contexto da ópera quem canta são os judeus mantidos como escravos na Babilônia, saudosos da terra natal e desejosos por liberdade. A postura dos judeus enquanto cantam é nostálgica e pesarosa.
No caso dos artistas e funcionários do Theatro, não é diferente. Eles estão sendo desprezados pelo governo, pela secretaria de cultura, pelas atuais presidência e direção artística do Theatro. Eles cantam durante a caminhada até a ALERJ, desejosos também por liberdade e ansiosos que isso tudo passe e o Theatro volte a ser o que era há alguns anos atrás.
Na ópera, Zacarias diz ao povo judeu que em breve eles seriam livres do cativeiro e o SENHOR os ajudaria a derrotar os babilônicos. Também não é diferente agora: Em breve o Theatro se verá livre dessa ameaça e sairá incólume disso, e o melhor de tudo: O mesmo SENHOR da ópera em questão, que é o DEUS VIVO, livrará os artistas e funcionários do Theatro daqueles que querem acabar com 100 anos de tradição e glórias dessa casa e o nome de Deus será glorificado.
Eis a letra do coral e sua tradução:
Va', pensiero, sull'ali dorate.
Va', ti posa sui clivi, sui coll,
ove olezzano tepide e molli
l'aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
di Sionne le torri atterrate.
O mia Patria, sì bella e perduta!
O membranza sì cara e fatal!
Arpa d'or dei fatidici vati,
perché muta dal salice pendi?
Le memorie del petto riaccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati,
traggi un suono di crudo lamento;
o t'ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù
che ne infonda al patire virtù
al patire virtù!
Vá, pensamento, sobre as asas douradas
Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do jordão
E as torres abatidas do sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque você chora a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fale-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.
Graças a Deus esse absurdo foi abortado pois seria o fim do Teatro Municipal.
AdrianoGuerraRio 1 year ago
Onde estão os nossos governantes...que querem acabar com o grande patrimônio que é o Teatro Municipal...é muito triste estes vídeos e comovente...Governantes pelo amor que vcs tem aos vossos filhos não acabem com o Grande Teatro Municipal...privatização nunca jamais..Deixo aqui o meu apêlo para aqueles que quiserem postar a nossa realidade....
mariocolosimo 2 years ago