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Simulação de doenças no contexto médico-legal

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Uploaded by on May 18, 2011

Vídeo que discute a produção intencional de sintomas físicos ou psicológicos com a finalidade de ganhos secundários ambientais ou financeiros. O tema é de especial interesse para médicos que trabalham na rede pública ou privada do país e para segurados do INSS.
Os segurados do INSS são simuladores?
O que é simulação de doença?
Quem é o verdadeiro vilão do INSS?
* * *
O número de fraudes contra a Previdência é muito alto, são muitas as pessoas que criam meios de burlar o sistema para auferir benefícios. Para melhorar o atendimento dos segurados, obrigatoriamente precisaríamos de uma repressão àqueles que conseguem obter ganhos fraudulentos. Portanto, se você tem conhecimento de alguém que está recebendo auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez mas não está inválido ou está trabalhando enquanto recebe dinheiro por incapacidade, denuncie. Se estas pessoas forem desmascaradas com mais frequência, haverá desestímulo para que busquem o INSS, e isso aumentará a credibilidade dos segurados honestos, que podem ser confundidos com impostores.
Existem muitas formas de simulação de doença. Em uma delas a pessoa não é doente, mas cria situações para tentar enganar o perito, como por exemplo enrolando uma atadura na perna alegando ser portador de uma úlcera, imitando fios de sutura na barriga como se estivesse operado, comparecendo com muletas e bengalas quando elas nunca foram necessárias, simulando loucura, cegueira ou paralisia.
Em outra forma de simulação a pessoa já está melhor da doença ou até curada, mas como aprendeu os sintomas e como deve se comportar nas manobras médicas, continua tentando demonstrar que está incapaz para tentar receber mais benefício.
Na terceira forma, que é bastante frequente e a única que não é crime, a pessoa está de fato incapaz, mas tem medo de ter o benefício negado. Então ela amplifica os sintomas para impressionar o perito ou apelar para sua compaixão. O problema é que este procedimento pode ser confundido com o primeiro ou o segundo porque o quadro fica incompatível com a realidade e isto compromete a credibilidade das alegações.
Seja natural com o perito, demonstre a verdade, comporte-se de maneira proporcional ao seu sofrimento. Os peritos são muito competentes em detectar este tipo de procedimento, mas a partir do momento que a pessoa não se mostra sincera, corre sério risco de ter o benefício indeferido porque se houver qualquer indício de simulação que prejudique o juízo clínico, não existem meios do médico concluir que o restante das queixas são genuínas, salvo se houver algum dado objetivo convincente, coisa sempre procurada pelo médico nestes casos.
Há simulações difíceis de detectar e que são montadas com muito planejamento, mas mesmo assim, a pessoa acaba sendo descoberta e entregue à Polícia Federal, a exemplo do que ocorreu recentemente em Natal e foi largamente noticiado na mídia local. Não vale a pena.
O simulador fraudador é um inimigo que os segurados e peritos têm em comum, muitos provocam perícias tensas porque querem que o exame seja rápido e tumultuado, não querem ser examinados e muitos acreditam que ameaçando o perito vão ter o benefício concedido. Este tipo de segurado prejudica todos nós.
http://periciaprevidenciaria.wordpress.com

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