Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro-Fino, de longe eu avistava a figura de um menino. Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo: toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo!
Quando a boiada passava que a poeira ia baixado, eu jogava uma moeda, e ele saia pulado: obrigado boiadeiro que Deus vá lhe acompanhado! Pra aquele sertão afora meu berrante ia tocado!
No caminho dessa vida muito espinho eu encontrei... Mas nenhum calou mais fundo do que este que passei!
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei: vendo a porteira fechada e o menino não avistei. apeei do meu cavalo um ranchinho beira-chão, vi uma mulher chorando quis saber quala razão. Boiadeiro veio tarde! Veja a cruz no estradão, quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração.
Lá pra bando de Ouro-Fino levando o gado selvagem, quando eu passo na porteira até vejo a sua imagem. O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem daquele rosto trigueiro desejado-me boa viagem.
A cruzinha do estradão do pensamento não sai... E eu já fiz um juramento que não esqueço jamais! nem que o meu gado estoure e eu precise ir atrás... Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais!!
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muito bom...
marcosHabib 5 months ago
me ensina ai kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
soarestattoo94 1 year ago
sucesso
soarestattoo94 1 year ago