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Democracia e dinheiro 2010-11-11 .MPG

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Uploaded by on Nov 11, 2010

O escândalo do Banco PanAmericano e o dinheiro público
As reiteradas falas de Antonio Carlos Bueno de Camargo Silva, diretor do Fundo Garantidor de Crédito, e do porta voz diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Alvir Hoffmann (engraçado o Meirelles não se pronunciar em fato grave que afeta substancialmente o sistema econômico: logo ele, tão zeloso destes interesses), ratificadas por Lula em Ângola e repetidas também com ênfase em todos os releases semelhantes na grande mídia , acerca de que não existe dinheiro público na cobertura do rombo do ParanAmericano, levantam uma hipótese a meu ver sintomática em minha experiência como jornalista: quando a grande imprensa e os principais atores de uma matéria apresentam um mesma versão dos fatos com insistência, desconfie. Fui dar uma conferida nos sócios do tal Fundo Garantidor de Crédito: lá estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e vários bancos estaduais. Pois bem, e estes bancos, são o quê exatamente? Além disso, segundo se afirma, em diversas matérias: "Em julho passado, a Caixa Econômica comprou 49% do controle e 36,56% do total das ações do PanAmericano, numa operação de R$ 739 milhões. O banco estatal diz ainda que a aquisição somente foi finalizada após a manifestação favorável do Banco Central, em julho de 2010. O BC diz que, na época, ainda não sabia do problema". Coincidentemente, também afirma-se que "O diretor de fiscalização do BC, Alvir Hoffmann, disse ainda não ter precisão quanto às datas, mas admitiu que esse expediente (o da suposta fraude, semelhante a dos créditos imobiliários podres dos bancos dos EUA - grifo meu) pode estar sendo usado há três ou quatro anos".
A benevolência de banqueiros com banqueiros é semelhante aquela dos mosteiros franciscanos: "O grupo Silvio Santos terá dez anos para quitar os R$ 2,5 bilhões. Serão três anos de carência até o início do primeiro pagamento, que será semestral. O empréstimo não terá juros, apenas correção pelo Índice Geral de Preços -- Mercado, o IGP-M".
Pois bem, vamos colocar a questão em termos semelhantes a um negócio qualquer ralizado por qualquer empresário: Uma empresa "quebra" por gerência fraudulenta, mas poucos meses antes o governo compra grande parte das ações, depois, apesar do patrimônio da empresa não cobrir o empréstimo necessário para cobrir o rombo, recebe uma ajuda dos bancos do governo e outros bancos, sem ter que pagar juros. Que tal? Parece bom, não é? Isso é uma prática às avessas do socialismo, em nome não da intervenção estatal para ajudar micro, pequenas e médias empresas, ou o cidadão comum, mas grandes conglomerados (banqueiros) que nunca lucraram tanto no país.
E agora, querido leitor, em nome da sanidade do sistema econômico e da nossa, pergunto: devemos acreditar em quem?
1) No Silvio Santos que disse que não sabia de nada?
2) Na empresa muntinacional KPMG, no Banco Fator (que já afirmou que não teria "expertise" para fazer auditoria, por isso contratou uma empresa de renome para cuidar desse processo. Então, porque foi contratada? ), na BDO Consultores e na Deloitte, que não detectaram a fraude?
3)No governo Federal e no BC que afirmam que não foi aportado dinheiro público na cobertura do rombo e também não sabiam de nada?
4)Na grande mídia?
5)No Congresso que vai investigar o rombo?
6)No Papai-Noel?

O que sabemos com certeza, é que se fosse um pequeno empresário ou cidadão comum, a lei funcionaria exemplarmente. Com o leitor, BC, Governo Federal, Congresso e a Justiça, as respostas. Mas é bom lembrar que o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o Fundo Nacional de Cultura em 2010. Uma mixaria diante do "mecenato" dos bancos privados e públicos para o empresário apresentador que promove a cultura há tanto tempo no país, jogando dinheiro para suas "colegas de auditório". Talvez esteja aí a natureza do rombo: deu muito dinheiro para o povo! Seria uma boa hora para que a Hebe Camargo, funcionária de uma das empresas dada como garantia para a cobertura do desfalque, saisse às ruas para uma nova passeata em defesa da moralidade pública e dos bons constumes, claro, com a família, por Deus e pela liberdade.
Salvo ledo engano, é incrível que se substime tanto a inteligência dos brasileiros.

http://pibloktok.blogspot.com/2010/11/o-escandalo-do-banco-panamericano-e-o.html

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Nonprofits & Activism

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