Eliana Calmon diz que negligência de tribunais levou ao sumiço de 5,4 mil computadores
30/01/2012 - 20h50
Débora Zampier
Brasília -- A corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, afirmou hoje (30) que a negligência de tribunais locais foi responsável pelo sumiço de 5,4 mil equipamentos de informática, cujo valor chegava a R$ 6,4 milhões. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) repassava equipamentos de informática para os tribunais locais seguindo uma meta de gestão que visava à melhoria da informatização da Justiça.
"Não foi propriamente sumiço de 5 mil computadores. O que há é uma desídia [negligência], porque deveriam ter sido imediatamente tombados, imediatamente identificados como patrimônio do tribunal como doação do CNJ, e me parece que aí está o ponto. Houve uma desídia e começaram a ser usados, retirados do almoxarifado e usados sem a identificação, sem o devido tombamento."
A Secretaria de Controle Interno do CNJ fez uma apuração sobre a situação dos equipamentos em 15 estados, que foi concluída em novembro. Segundo o CNJ, computadores e impressoras repassados desde 2009 a três tribunais -- Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Norte -- superam o índice de10% de bens "não localizados".
Já em Goiás, houve problemas na entrega de dados relativos ao repasse do material. A entrega de equipamentos nos quatro estados foi suspensa. Somente no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo todos os equipamentos foram localizados.
Outro problema encontrado pelo CNJ foi a manutenção de 3,6 mil equipamentos em depósito, sem uso, no valor de R$ 2,3 milhões. O CNJ informa que já investiu R$ 92 milhões em tecnologia da informação para modernizar os tribunais brasileiros, totalizando mais de 58 mil equipamentos.
Devido a essas irregularidades, o relatório da auditoria sugeriu a suspensão de doações a tribunais que "não mostraram cuidado com o patrimônio recebido" e apuração de responsabilidade pelos equipamentos não localizados. Recomendou, ainda, a revisão da política de doação e distribuição de equipamentos ao Judiciário.
Edição: Rivadavia Severo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-01-30/eliana-calmon-diz-que-negl...
Wálter Fanganiello Maierovitch
Paulista, 60 anos, é comentarista da CBN, colunista da revista Carta Capital e colaborador da revista italiana Narco-Mafie.
Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, é também professor de pós-graduação em direito penal e processual penal, além de professor-visitante da Universidade de Georgetown (Washington-EUA).
É conselheiro da Associação Brasileira dos Constitucionalistas-Instituto Pimenta Bueno da Universidade de São Paulo (USP), ex-secretário nacional antidrogas da Presidência da República, titular da cadeira 28 da Academia Paulista de História.
http://www.biografia.inf.br/walter-maierovitch-jurista.html
SEM FRONTEIRAS
por Wálter Fanganiello Maierovitch
Jurista e Professor
http://maierovitch.blog.terra.com.br/
AUXILIO INSALUBRIDADE NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO,,DENUNCÌA WALTER MAIEROVITCH, POR QUE? SÒ SE POR MEDO DE SER CONTAMINADO PELO VIRUS PEÇONHENTO DE MUITOS " JUIZES" DE NOSSOS TRIBUNAIS !!
pepa6122 1 month ago
@pepa6122 se bem entendi o que fala Maierovitch, está a defender o teto. Defende que o teto seja realmente a teto, sem excluir os tais penduricalhos. Seja insalubridade ou o que for. Ou bem é teto ou não é. Chegou a hora de do Poder Judiciário também ter algum controle. É o que faz o CNJ. Por isso juízes e associações de magistrados estão atacando o CNJ e Eliana Calmon. Querem continuar sem controle, fazendo o que bem querem, acima da lei, fechados em uma caixa preta. Agora atacam o Coaf...
meicobr 1 month ago