maracatu curitibano na feirinha do largo. um dia de sol e céu azul nas ruinas da praça. maracatu de bandas unidas. mulheres lindas de saias brancas a tocar instrumentos e a dançar debaixo do sol sob seus pés descalços ou suas sandálias. caras cabeludos tocando bumbos, tambores, de varios tamanhos e sons diferentes. peles variadas, afinações. todo mundo de branco tocando atabaque, fazendo batuque, tocando chocalho. o estrondo do som do pessoal e a "dança do sol". um ritual, uma celebraçao. um som para os deuses, com raios solares. som que se ouve ao longe, que se ouve do céu. um som nordestino, africano, meio curitibano. som forte, quase "mãntrico", assim meio mágico, assim quase indígena. indios guaranis fazem chover quando dançam em circulo, com maos em bocas, cantos, gritos e gestos. o maracatu faz sao pedro sorrir e abrir céu para nós em pleno domingo de feira. pós muita chuva. domingo de gente bonita, gente sorridente e feliz. pra mim maracatú é como "dança do sol", uma óde aos céus através de seus sons.. (glauco 09)
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