Do álbum "Canções Gratas" (1994).
Poema de Florbela Espanca.
Música de Teresa Silva Carvalho.
AMAR!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi p'ra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... p'ra me encontrar...
(in "Charneca em Flor", 1931)
Extraordinária interpretação: entre o fado e a canção «de autor», ficamos naquele limbo onde nos deliciamos com a beleza que nos é dada fruir.
A minha homenagem singela a Teresa Silva Carvalho!
(Florbela Espanca tem cativo o seu alto lugar para sempre.)
JRS2M 2 months ago
Sublime.........!
cachuchinha1 4 months ago
A poesia de Florbela, e apaixonante, e quando cantada melhor ainda.
abcdefghi438 6 months ago
Très jolie chanson,obrigada de pensar à Teresa Silva Carvalho...
alainjp1 1 year ago