O ALIENISTA traz para cena o conto homônimo de Machado de Assis, um dos marcos da revolução que o autor promoveu na Literatura Brasileira. Como na obra de Machado, a versão dimentiana investe numa narrativa não-linear, intertextual, metalingüística e irônica. O espetáculo traz provocações acerca do controverso conceito da loucura, em que são estabelecidas livres conexões com canções da MPB e com a cultura pop, através de programas de auditório, desenhos animados e ritmo videoclipado. Como que confinados na Casa Verde, os intérpretes permanecem em cena durante todo o tempo, apropriando-se da corporalidade e de mecanismos de comicidade de desenhos animados. Em meio a tanto delírio, resta uma dúvida: eu sou uma pedra ou uma árvore?
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