O fato dos agricultores estarem usando agrotóxicos irregulares, provoca discussões com posicionamentos divergentes: A CEAGESP defende a regulamentação destes agrotóxicos que hoje não são permitidos para determinadas culturas, enquanto O IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) recomenda a reavaliação da autorização destes agrotóxicos no País e questiona a responsabilidade das indústrias de agrotóxicos em relação a esse fato. O Instituto acredita que a regulamentação destes agrotóxicos vai na contramão da tendência mundial dos consumidores que procuram por alimentos com menos resíduos e mais adequados ambientalmente e indica a necessidade dos grandes distribuidores de alimentos se preocuparem com a qualidade dos alimentos que estão sendo distribuídos.
Se o consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos permitidos ou não é um risco para os consumidores, para os agricultores o problema é ainda mais grave. Plantadores de morango e batata em Minas Gerais, agricultores de fumo no Rio Grande do Sul, plantadores de tomate no Ceará e agricultores de olerícolas de Nova Friburgo estão sendo contaminados e cometem suicídio, pois essas culturas utilizam os agrotóxicos conhecidos como organofosforados e ditiocarbamatos, que são considerados por pesquisadores como os prováveis causadores das doenças neurocomportamentais, depressão e do conseqüente suicídio.
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