Trechos do filme "Macumba na Alta" (1958) com a participação da atriz e dubladora Rita Cleós.
O objetivo deste vídeo é abordar a participação de Rita Cleós, para que todos possamos conhecê-la atuando. Essas são as primeiras imagens gravadas com ela disponíveis no YouTube. Aqui a vemos bem jovem, aos 26 anos de idade.
Nessas cenas vemos ainda os atores: Fábio Cardoso (1932-2010), Armando Bógus (1930-1993), Jaime Costa (1897-1967) e Felipe Carone (1920-1995), conforme indicados nas anotações do vídeo.
"Macumba na Alta" é uma comédia de Maria Basaglia, produzida em 1958. No Rio de Janeiro, um homem simples e espertalhão conhecido como 'Doutor' (Jaime Costa) é atropelado pelo grã-fino Sílvio (Fábio Cardoso). Na verdade nada acontece ao 'Doutor', mas ele resolve se aproveitar da situação e, fingindo-se debilitado, exige ir se recuperar na mansão de Sílvio. E levaria consigo sua filha Lena (Rita Cleós) e seu amigo Pinta (Armando Bógus), para que todos passassem uns dias hospedados na mansão; do contrário, chamaria a polícia e relataria o atropelamento. Sem saída, Sílvio acaba levando os três para sua casa, onde vivia com seu pai André (Felipe Carone). A partir daí se desenvolve essa cinecomédia de 1h20m, que conta ainda com Maria Dilnah, Irina Grecco e Marina Freire, entre outros.
Rita Cleós (também grafado Cléos, erroneamente) nasceu em Blumenau - SC, em 29 de setembro de 1931, e começou sua carreira na década de 1950 no cinema. Pouco depois foi contratada pela TV Tupi onde participou de várias novelas, tais como "A Intrusa" (1962), "A Gata" (1964), "Teresa" (1965), "O Cara Suja" (1965) e "O Pecado de Cada Um" (1965/1966). Pelos registros que temos hoje, talvez seu maior sucesso tenha sido em "O Cara Suja", novela que protagonizou ao lado do também já falecido Sérgio Cardoso.
Nessa mesma época começou também a trabalhar na dublagem. Na extinta Gravasom/AIC, dublou primeiramente uma personagem na série "Cidade Nua" e a protagonista da série "A Armadilha", além de alguns convidados em séries. Em 1966, começa a dublar Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery) na famosa sitcom "A Feiticeira" (1964-1972). Inicialmente a bruxinha era dublada por Nícia Soares, nos primeiros 45 episódios da série; mas durante a dublagem da 2ª temporada esta precisou sair do trabalho. Com isso, Rita foi escolhida para dublar Samantha, função que desempenhou magistralmente bem da 2ª à 8ª temporada - ou seja, até o final da série, totalizando exatos 207 episódios dublados por ela. Portanto, entre 1966 e 1973 ela esteve nos estúdios da AIC dublando Samantha, ao mesmo tempo em que participava de várias novelas.
É também nessa época que a atriz vai para a TV Excelsior, onde estréia em "Redenção" (1966/1968), atuando ainda em "Sangue do Meu Sangue" (1969) e "Mais Forte que o Ódio" (1970), entre outras novelas.
Em matéria de dublagem, Rita Cleós deu voz ainda à personagem Jan apenas nos episódios finais do desenho "Space Ghost" (substituindo Magda Medeiros); à Libby na série "Cidade Nua"; à policial Casey Jones, protagonista da série "A Armadilha"; à Yumi da série "Spectraman" - esses foram seus personagens fixos. Dublou atrizes convidadas em episódios de "Perdidos no Espaço", "Jornada nas Estrelas", "Missão Impossível", "Jeannie é um Gênio", "Terra de Gigantes", "Viagem ao Fundo do Mar", "Batman" e "Os Três Patetas", dentre outras. Também participou da dublagem de filmes (longa-metragens) da época, como em "Hombre" (1967). Pouca gente sabe, mas além de dublar, Rita também foi tradutora dos scripts, traduzindo episódios de séries da época. Foi ainda diretora de dublagem, tendo dirigido os trabalhos das últimas temporadas da série "Daniel Boone", logo no início dos anos 1970.
Na década de 1970, Rita aparece em poucos trabalhos na TV e no cinema. Em 1977 esteve no Teatro Brigadeiro em São Paulo com a peça "Constantina", ao lado de Tônia Carrero, Paulo Goulart, Roberto Maya, Regina Braga, Márcia Real e Karin Rodrigues, sob a direção de Cecil Thiré. Em 1979 e 1981 participa de 2 pequenos filmes e, em 1982, atua na minissérie "Maria Stuart" na TV Cultura, seu último trabalho artístico. Rita foi casada por 5 anos com o também ator Guilherme Corrêa (falecido em 2006), e não teve filhos.
Rita Cleós faleceu em 25 de abril de 1988, em seu apartamento na cidade de Curitiba - PR, aos 57 anos de idade, provavelmente vitimada por um ataque do coração, vindo a morrer tão jovem. Mas entre nós, fãs e admiradores do seu trabalho, Rita sempre será lembrada e reconhecida como uma grande profissional da dublagem, do teatro, do cinema e da televisão.
Confira também esta entrevista exclusiva que realizei com a irmã de Rita Cleós, onde ela nos faz diversas revelações sobre a personalidade e a carreira dessa grande profissional: http://blogthiagomoraes.blogspot.com/2010/02/entrevista-sobre-rita-cleos.html
Ela era linda mesmo. E uma grande atriz e dubladora!
rodolfoalbiero 2 years ago 11
A Feiticeira XD
Ela era linda, ein!
ultranohoshi 2 years ago 8