Por carta de 2 de janeiro de 1619, Filipe II de Portugal (Filipe III de Espanha) atribuí a Miguel Luís de Meneses (1565--1637), o título de 1.º Duque de Caminha, sem sucessores, os títulos passaram para o seu irmão Luis de Noronha e Menezes (1614--1641), 2.º Duque de caminha, decapitado no reinado d D. João IV, sem sucessão, o Título de Duque de Caminha é declarado perpétuo a 24 de dezembro de 1641 por (Felipe IV de Espanha) a favor de Maria Brites de Meneses, 3.ª Duquesa de Caminha, viúva e sobrinha de Miguel Luís de Meneses. Nova referência ao título reaparece em 1912. Estreitamente relacionados com o regime de António de Oliveira Salazar e ao lado da ditadura do Estado Novo, vários títulos nobiliários gozavam de privilégios entre 1932 e 1968. Com o advento da democracia e a perda de privilégios e da sucessão dos últimos duques de Caminha, a filha do último pretendente levou uma vida relativamente anónima. Actualmente, ela e os seus possíveis sucessores residem na vila e em Espanha. A eliminação dos títulos nobiliários ainda existentes tem levado a desacordos entre o governo socialista de Portugal (PS) e o partido de centro-direita (PSD), que defenderia a continuidade desses títulos. Também se levantam alguns problemas quanto à sucessão da actual duquesa caminhense, porque a sua filha declarou-se Jornal de Notícias disposta a renunciar aos direitos ao título que, se reconhecidos, poderiam passar para o seu filho, que completou 18 anos em junho de 2009.
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