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ANGÚSTIA IMAGÉTICA

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Uploaded by on Jun 18, 2011

Angústia Imagética é uma Reflexão sobre o Si Mesmo.
Uma autobiografia à luz da Psicanálise, na integração dos aspectos sombrios possíveis da psique.
Uma autobiografia vivida desde Maio de 1975 até Junho de 2011. A partir daí, uma outra história será contada, em que os elementos geradores da angústia sejam vistos com menos medo e maior aceitação dos dilemas. A libertação do medo traz tranquilidade e vitória na construção de novas sinapses baseadas em novas crenças. Crenças que não limitam e que dão asas, braços e pernas ao viver.

SÍMBOLOS DA TRANSFORMAÇÃO
Este vídeo é repleto de Símbolos de Transformação. Empresto um dizer meu a respeito de um outro vídeo de minha autoria, "O Clã Strigoi", aqui adaptado, para refletir a questão essencial deste diálogo composto por música e imagem:

Na composição destes elementos, eu procurei sentir o que a música me falava. Uma sensação de urgência tomou conta de mim. Eu escolhia as imagens como se elas pudessem exprimir o significado urgente explícito nas notas musicais.
Eu sequer controlei o conteúdo das idéias que afloraram em minha mente.
Este vídeo-poema reflete diretamente o diálogo da Sombra concebida por Jung, a instância interior que nele, se revela uma mestra versada em imagens, mensagens e símbolos de transformação vividos em sua plenitude, no contexto da elaboração da angústia como recurso psíquico, para elucidar o dilema da recusa, do momento da morte do ego fragmentado como renascimento para uma nova identidade conectada com o Self.
É o diálogo da Sombra, que amorosamente emprestou a figura da Morte como símbolo e rito de iniciação e renascimento, em seu caráter transformador do velho ego, para expressar seu ponto de vista.
O discurso do vídeo-poema ainda revela a instância do Animus em seu aspecto sensível, diferenciador, como princípio organizador e renovador, uma vez que sua imaturidade também morre.

Alguns dos Símbolos de Transformação presentes no vídeo-poema são alquímicos, outros são metáforas. Nós encontramos:
- A "Mulher Azul", a Sombra;
- O Logos, representado pela figura do Sol, aqui, representando o princípio da Função Pensamento conforme Jung, na ressignificação de crenças sobre a sexualidade;
- As águas primordiais, aqui indicando o início da cisão do ego fundamentado na Função Sentimento, conforme concebida por Jung;
- A tartaruga como símbolo da longevidade, voltada para o futuro: "muito ainda há de ser vivido e experimentado";
- a existência da criança, da adolescente e da adulta como instâncias internas. A Adulta olha para o passado refletindo sobre ele e ressignificando suas crenças; a adolescente olha para o presente, mostrando a palma da mão e uma espiral em sentido anti-horário, como símbolos do poder e energia guardados em seu potendial; e a criança de olhos fechados aguarda pelo futuro, mentalizando a tartaruga como símbolo de sabedoria e longevidade;
- A reencarnação como metáfora do renascimento físico, psicológico e emocional. O renascimento da Alma;
- O adoecer do ego estabelecido sobre a Função Sentimento;
- A Borboleta;
- O Passado, Presente e o Futuro;
- O ovo filosofal, a pedra filosofal;
- A Criança Sagrada;
- "O Encapuzado", o animus sombrio que não se revela, mas que revela a mulher a sim mesma;
- A Donzela - a morte da donzela;
- O nascimento da Mulher;
- O Espelho, representando "o outro lado", o mundo sombrio;
- O arrancar consciente da máscara do velho ego, e por isso, uma revelação da dor como símbolo, no processo da angústia humana;
- O "adentrar os portões" da Sombra, cair para dentro, o mergulho na Função Inferior, conforme concebida por Jung;
- A queda das crenças familiares representadas pela Árvore Morta;
- A Morte como Símbolo no mito do renascimento;
- o conto da Cinderela embutido no diálogo da velha máscara;
- o corpo como símbolo em seu processo de ressignificação e vestimenta: o "vestir o corpo" para sentir a realidade. O abandonar da velha casca do corpo, como a cobra o faz;
- o simbolismo da cobra como metáfora;
- o vento que aponta para o passado;
- os dragões como símbolo de Poder;
- a integração de animus e anima, conforme concebidos em Jung;
- a integração de persona e sombra, conforme concebidos em Jung;
- a Angústia como símbolo de desenvolvimento: a harmonização do conflito conquistada às custas de muita tristeza e perseverança, mas sem jamais, perder a esperança;
- O Casamento Sagrado.

Para atender ao Propósito da Alma,
há de se desfazer de velhas máscaras,
há de confrontar a Sombra,
há de cuidar do ego fragmentado,
há de transformar o ego em uma nova identidade conectada com o Self,
há de unir persona e sombra,
animus e anima,
na alegria ou na tristeza,
na saúde ou na doença,
no finito ou na infinidade.
O Casamento Sagrado simboliza essa União.

http://www.luciaureacoelho.wordpress.com

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