Macapá, minha amada
Chico Terra
Não consigo te olhar de frente amada minha
Estás suja e rota
Então olho pro rio
E rio lembrando minha infância
Do teu jeito assim, marota
E nesse lembrar
Navego de novo
Em baixo do trapiche sobre um tronco
A espiar as saias que levantam
Sabor de vento dos fins de tarde
Que não voltam no tempo
Mas vivos sempre
Sempre vivos na lembrança...
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