Quando criou o Divisor, Lygia Pape pretendia explorar relações de uma arte/ação coletiva, na qual as pessoas pudessem experimentar estruturas e manifestações performáticas sem que a artista tivesse necessariamente que estar presente.
Encenada pela primeira vez em 1968, a performance foi uma das atrações no sábado de abertura(25/09/10) da 29ª Bienal de São Paulo. (E eu estava lá!! hahaha!)
Quem está dentro vê apenas as cabeças dos outros e as dobras no tecido, combinadas às sombras em movimento. De fora, vislumbra-se um oceano de pessoas em trânsito: individualidades que se afirmam pelo destaque dos rostos, mas cuja caminhada resulta de uma negociação coletiva.
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