The Professor

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Uploaded by on May 31, 2009

Entrevista com Professor

Por que você procurou o CUDAFEBF?
Eu vim aqui porque quero contar a minha história. Vim aqui pra confessar que minha vida de crimes tem um motivo.
Crimes?! Você é um bandido?
Não exatamente. Na verdade eu... eu sou professor! Não tenho vergonha de dizer, não. Sou professor mesmo, mas não sou porque quero. Foi o sistema que me fez assim. E por favor, se refira a mim como senhor.
Entendo, desculpe. Mas por que essa tarja preta nos olhos? Você... quero dizer, o senhor é menor ?
Mais ou menos... sou contratado.
Então começa. Faça daqui o seu palco.
Ok. Olha, sou tranqüilo, sabe? Tudo o que eu queria era que as pessoas fizessem parte de algo novo. Algo legal que desse tão certo, mas tão certo, que quando os outros professores olhassem, eles diriam: Que impressionante! E me considerariam um deus. Por falar nisso, se eu fosse um deus,
Mas o que é que deu errado, professor?
Ah, o de sempre. Quando você freqüenta os guetos, o submundo das academias, você depende muito dos outros. Aí você tá lá. Você faz parte da população carente. Carente de atenção. Com fome de aparecer, de ser grande! E aí é como aquela velha história, né? A gente pede, ninguém dá... Aí a gente tem que roubar.
Bem, professor, acredito que, com um aprofundamento bem dirigido dentro da obra filosófica de Emmanuel Kant, alguns grandes pensadores puderam observar um complexo pensamento filosófico: roubar é feio.
Eu sei, mas o que posso fazer? Eu precisei e depois não consegui parar. Primeiro eu roubei a solidão dos alunos. Eles queriam fazer as coisas um pouco mais sozinhos, com mais liberdade. Mas como eu seria importante se não precisassem de mim? Depois roubei-lhes o tempo. Passei mais tarefas do que esse povinho mal-acostumado costuma fazer na FEBF, para que eles fiquem tão ocupados que não possam nem pensar no que estão fazendo, assim eles aceitam todas as minhas sugestões de alteração aos seus trabalhos. Vocês têm que ver. Todos os trabalhos ficam a minha cara, ficam lindos. É como se eu pudesse ter o poder da criação através dos meus alunos, como se eu fosse um deus! Aliás, seu eu fosse um deus,
Então quer dizer, professor, que o senhor tomou gosto pelo que faz?
Como assim? Você tá querendo insinuar que eu faço isso por mim? Por prazer pessoal? Você acha que eu curto isso tudo? Eu faço pelos alunos. Eles são viciados corrompidos. Nunca foram forçados a irem aos seus limites para fazer alguma coisa. Eu tomo o tempo deles porque eles não aprendem nada com o tempo ocioso. Eles têm que negar o ócio ou vão virar burgueses! Eu os ajudo a terem a melhor formação. Essa é a minha causa! E eu só assumo a frente disto porque alguém precisa fazê-lo. Alunos são seres dispersos; precisam de alguém para direcioná-los, ou melhor, pastoreá-los. E eu sou o bom pastor.
Hãããã... mas você não está sendo um pouco prepotente?
Silêncio, mortal! Eu já lhe disse pra me chamar de SENHOR!

Category:

Education

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