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ESPIRITISMO - GLOBO REPORTER - DONA APARECIDA (VÓ CIDA) E O HOSPITAL DO FOGO SELVAGEM

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Uploaded by on Jan 9, 2011

Trecho editado de um programa antigo do Globo Repórter (anos 80) dedicado a Chico Xavier. O programa completo está disponível em:

ESPIRITISMO - GLOBO REPORTER - CHICO XAVIER
Parte 1 de 4 - http://www.youtube.com/watch?v=PmUIf8q1RJY
Parte 2 de 4 - http://www.youtube.com/watch?v=rAcU4whHkRw
Parte 3 de 4 - http://www.youtube.com/watch?v=sZdrE4IDxvk
Parte 4 de 4 - http://www.youtube.com/watch?v=Csl3U8_2oNo


Associação Médico Espírita do Brasil - Hospitais Espíritas
http://www.amebrasil.org.br/html/hosp_ub_lar.htm

Lar da Caridade - Hospital do Pênfigo

(...) Dona Aparecida Conceição Ferreira, conhecida como Dona Cida (1915 - 2009), projetou-se nacionalmente pela fundação do "Hospital do Fogo Selvagem", especializado no tratamento dos portadores do "Pênfigo Foliáceo" uma doença cujos sintomas se assemelham a labaredas que percorrem o corpo e deixam na pele verdadeiras marcas de queimadura. Dona Cida começou seu trabalho no ano de 1957, quando trabalhava como enfermeira no Isolamento da Santa Casa de Uberaba. Como o tratamento do Pênfigo era difícil e dispendioso, o hospital acabou por suprimi-lo. A abnegada servidora de Jesus não titubeou: levou os doentes para a sua própria casa. (...)

Espiritismo Mogi -- Entrevista com Aparecida Conceição Ferreira
http://www.espiritismogi.com.br/entrevistas/aparecida.htm

(publicado na Folha Espírita, São Paulo, Set.1999)

(...)

Embora conhecesse Chico Xavier, e dele recebesse ajuda desde o início, (Dona Cida) tornou-se espírita somente em 1964. Foi o Chico quem a incentivou a fundar o Centro Espírita Deus e Caridade, onde ele comparecia para transmitir passes e receber mensagens psicografadas, grande parte delas assinadas por Maria Dolores e Jesus Gonçalves (1902-2002 - www.jesusgoncalves.org.br).

Em visita à abençoada seareira, agraciada com o título de Cidadã Uberabense por seus méritos, a "Folha Espírita" dela obteve longa entrevista, da qual destaca alguns lances de sua maravilhosa existência.

As origens: "De acordo com os assentamentos nasci em Igarapava, Estado de São Paulo, filha de Maria Abadia de Almeida, às 4 horas da manhã, no dia 19 de Maio de 1917. (...)

Problemas: "Eu trabalhava no hospital havia dois anos e alguns meses. Venceu o mandato daquela diretoria, e entrou outra. A eleição foi dia 4, e dia 6 eles tomaram posse. Os novos diretores parece que tinham alguma rixa com nosso médico, que era irmão do Pedro Aleixo e partidário da UDN. A turma que ganhou era do PTB. Falaram para mim: Olha, hoje não tem almoço para os doentes, pode mandar todos pra casa. Como?, eu disse, eles não têm dinheiro, estão ruins. Ordem dada, ordem executada, replicaram. Ou seja, não havia apelação, os doentes estavam na rua".

Em busca de socorro: "Eu procurava consolar os doentes dizendo-lhes: Não chorem, não, nós vamos fazer uma passeata e o povo vai nos ajudar. Fui a uma rádio pediram-me para "refrescar a cabeça", noutra, a mesma coisa, no jornal, igual. Eu não sabia que estava brigando com a nata da cidade: Prefeito, Escola de Medicina, Saúde Pública. Me mandaram pra casa e fui muito triste, nervosa, matutando como fazer. Eram doze doentes. Fomos para minha casa".

Momento de decisão: "Em casa, um de meus filhos me disse: A senhora escolhe, ou nós ou os doentes. Não vacilei e respondi: Hoje, respondi, fico com os doentes, porque eles têm Deus e eu por eles, vocês estão crescidos e vão se virar. Chamei todos eles para dentro, e entraram chorando. E aí os vizinhos me davam um caixote; o outro, um colchão; outro uma tábua; e eu agasalhei os doze. Fui fazer o almoço, eram três ou quatro horas da tarde. A gente estava só com o café da manhã. Enquanto fazia comida, gritava para minhas filhas esquentarem água para eles tomarem banho na lata de querosene e assim permanecemos ali por dois dias". (...)

Preconceitos: "Havia muito preconceito para com os doentes. Eu saía para pedir esmolas com três deles. Muita gente nos via e descia da calçada. Eu falava: Não saiam não, porque se vocês saírem, apanham. Se nós entrávamos nos ônibus, o pessoal descia. Fomos pedir em uma casa daqui, cuja dona se dizia espírita e os meninos tocaram no portão. Antes que subíssemos, ela mandou passar álcool no portão para desinfetar. A doença do pênfigo é triste, é horrorosa, o doente na primeira fase é um pedaço de carne podre. E o povo tinha medo, porque ninguém conhecia, nós vencemos. Para fazer esta casa aqui foi uma luta, tantos foram os abaixo-assinados para que não fosse feita..." (...)

Sobre a vida e obra de Aparecida Conceição Ferreira sugerimos a leitura do livro Uma Vida de Amor e Caridade, de Izabel Bueno, Editora Espírita Cristã. Fonte Viva, Belo Horizonte-MG.

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  • Dona Aparecida: Um exemplo, teve amor e caridade no coração, dedicou a vida aos doentes e enfermos. Que Deus a abençoe, onde que que esteja.

  • Doana Aparecida: Um exemplo, teve amor e caridade no coração, dedicou a vida aos doentes e enfermos. Que Deus a abençoe, onde que que esteja.

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