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Ana Parteira

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Uploaded by on Mar 14, 2009

A verdade sobre o fechamento da Maternidade Ana Parteira em Guarujá-SP

Aparentemente sem qualquer tipo de planejamento, o Secretário Municipal de Saúde de Guarujá, Dr. Gerônimo Ferreira Vilhanueva, fechou as portas da Maternidade Ana Fernandes de Freitas, conhecida como Ana Parteira, na noite do dia 27 de fevereiro de 2009. O vídeo encaminhado em anexo contém imagens do circuito fechado de monitoramento da própria unidade hospitalar que revelam a forma abrupta e desordenada com que as pacientes, muitas delas mães de bebês recém-nascidos, tiveram que deixar os leitos da maternidade.
Os serviços da unidade eram administrados por profissionais do CAAT (Centro de Assistência e Amparo ao Trabalhador), que atuavam no local por meio de termo de parceria firmado entre a municipalidade e a Oscip. O CAAT também matinha equipes em outros equipamentos públicos integrantes da rede de saúde de Guarujá. Todos esses atendimentos foram suspensos.
Ainda na data supracitada, foram fechadas as Unidades de Saúde da Família dos bairros Conceiçãozinha, Santa Cruz dos Navegantes e Perequê, todas localizadas em áreas de extrema pobreza. Indignados, moradores e líderes comunitários desses locais desaprovam a interrupção desses serviços e registraram seus depoimentos em vídeo.
À ótica desta Oscip, essa decisão relâmpago e intempestiva por parte da municipalidade ocasionou uma série de reportagens e ampla divulgação da mídia local sobre o assunto. Todos os esclarecimentos até o presente momento, dados pela Prefeitura Municipal na tentativa de justificar os fatos, não condizem com a realidade. Em entrevista coletiva, concedida no dia 02 de março de 2009, a prefeita Maria Antonieta de Brito acusou o CAAT de uma série de irregularidades. Documentos enviados em anexo comprovam que essas denúncias são infundadas e inverídicas.
Resta-me concluir que as razões que levaram à extinção dos serviços desta Oscip, salvo melhor juízo, assemelham-se a manobras políticas, destoadas do interesse público primário, isto é, da coletividade.
Pelos motivos expostos e, sobretudo, pelo direito da população em ter acesso aos serviços primários de saúde, solicito a colaboração dos veículos de comunicação para que revelem a verdade sobre os acontecimentos.

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