Românticos (Vander Lee) - ZZFred

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Uploaded by on Jul 7, 2009

(Continuação da Biografia iniciada em "Contra o Tempo")
Trabalhar desde cedo era algo natural na minha família. Aos doze anos minha mãe me arranjou emprego como gandula de tênis, onde fiquei por três anos. Depois, fiz de tudo um pouco: faxineiro, office-boy, entregador, auxiliar de jardinagem, almoxarife, vendedor ambulante etc... Mas ninguém é de ferro: nos dias de descanso, meu pai se sentava na cama, abria sua velha mala, pegava seus livrinhos de música caipira no estilo Teixeirinha, Trio Para Dura, Tonico e Tinoco e Léo Canhoto & Robertinho, tirava o violão da capa e ficava ali durante horas, afinando, afinando, até que de repente começava a cantar aquele universo com tanta paixão, envolvido por um silêncio que só era interrompido pelo barulho de minha mãe na cozinha. Sempre que dava, o pai dava uma fugidinha pro buteco da rua de baixo e lá de casa a gente ouvia a sua voz possante ao lado de seus amigos, numa cantoria que tanto poderia durar uma hora quanto três dias.
Às vezes, quando o pai estava no trabalho e a mãe lavando roupa, a gente ficava olhando os menores e cuidando da casa, em companhia do velho rádio, onde ouvi as primeiras músicas e os sucessos do momento (muitas músicas de Roberto e Erasmo), que me levaram a ter vontade de aprender algum instrumento e cantar. Comecei pela flauta doce, depois comecei a tocar escondido o violão do meu pai (seu xodó). A MPB veio a partir daí, através do FM, das revistas com cifras e das visitas que eu fazia aos amigos que tinham uma discoteca variada. Comecei a conhecer a música de Minas, o Clube da Esquina, da geração que vinha do Vale do Jequitinhonha, a Black Music brasileira de Tim Maia Cassiano, o samba popular do Bezerra da Silva, Beth Carvalho e Alcione nesse período.
Resolvi montar no bairro uma banda de final de semana que se chamava Natural, que tocava covers do 14 Bis e outros sucessos do rock nacional, como Lulu Santos, Cazuza, Renato Russo, Paralamas, Lobão, passando pela MPB de Djavan, Caetano, Gil, Milton, Beto Guedes, Luiz Melodia e cia... Nossa primeira apresentação foi no auditório do Lar dos Meninos São Vicente de Paula e foi um sucesso. Ninguém tinha instrumento direito, mas aos poucos comprei minha primeira guitarra, uma Gianini Sonic das mais simplesinhas. A banda se desfez quando fui para o Serviço Militar. Quando saí, em 1986, meus ex-companheiros já haviam formado outra banda e eu não me adaptei na nova formação. Comecei aí, minha investida na carreira solo. Eu estava mais amigo do violão, com o qual eu animava as noites dos recrutas antes do toque de recolher, já tendo composto algumas músicas e aprendido outras tantas.
Continua em:
http://www.youtube.com/watch?v=LY4v8avjTrE

Category:

Music

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Uploader Comments (fredhomemg)

  • Sou seu fã!

  • Obrigado pelo prestígio, "JeffVolve "!!

    Há quase dois anos, quando postei este vídeo, a vontade de cantar superou a condição física (hehe). A voz o tom da música, totalmente fora do mínimo exigido. Os amadores tem o privilégio de não precisar elaborar muito. Mesmo assim, o total de visualizações superou a pouca expectativa que eu tinha. Deve ser a beleza de mais esta canção de Vander Lee que ajudou. Só pode!

    Um forte abraço!

    Fred

  • é, amigo... a coisa ta boa não, viu... deixa o vander lee ver um trem desse não que ele te processa... rsrs

    brincadeira... é pq ficou ruim demais mesmo!

  • Concordo amigo.

    No dia que postei o vídeo estava tudo ruim. O violão que uso habitualmente estava fora de questão, precisando de acordoamento novo. A voz bombardeada por uma rinite braba. Usando um violão reserva com cordas de aço e, mesmo com o ouvido prejudicado também pela rinite, percebi que não estava bom, mas, postei assim mesmo. Quando fui excluir o vídeo alguns comentários estavam postados e seria indelicado fazê-lo como o é agora. (cont)

  • (cont)

    Você que conhece o trabalho do grande Vander Lee deve conhecer, também, o vídeo que mostra a sua presença no Programa do Jô. Observe que o apresentador, logo no início, faz menção a Adriane Galisteu.

    Tenho cópia do meu e-mail na campanha para que Vander Lee aparecesse no programa. Fiz, naquela época, o pedido para que o Jô entrasse em contato com a sua amiga Galisteu para saber mais detalhes. Então...

    Tenho mais umas três do VL em minha página.

    Quem sabe melhora a impressão?

    Abraços!

  • olá tenho 25 anos e toco violão tbm, e aprendi que para tornar uma música perfeita ,nâo basta ter boa voz ou um instrumento de boa qualidade, só precisamos de sentimento , pois sem ele a música se torna apenas barulho!!

    e sentimento vc tem de sobra!!é só gostar do que está cantando pois assim quem ouvir sem dúvida vai gostar tbm!!

    parabens!!

    parabens!!

  • Obrigado "maumarley"!!

    Pelo motivo anotado no início do vídeo, a gravação ficou bem aquém de outras que tenho do Vander Lee no You Tube. Estou totalmente de acordo com as suas observações quanto ao sentimento que devem pautar as interpretações. Tentar passar com a voz, o recado do compositor. Sensibilizar o ouvinte! Já que não sou virtuoso em voz e violão, pelo menos, procuro não prejudicar a poesia da obra.

    Assim, vamos nos divertindo por aqui.

    Grande abraço!

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All Comments (7)

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  • (hehe) Se você não fosse assim, Deus teria feito outra igualzinha e, certamente, eu a teria encontrado pelas encruzilhadas da vida.

    Você escreve uma frase eu eu entendo um livro. Juntei toda cara de pau disponível para gravar Românticos do Vander Lee. Ainda mais com as dificuldades que você mencionou. É preciso muita boa vontade para achar qualidade neste vídeo. No entanto, você sempre aparece para dar aquela força.

    Quem agradece, obviamente, sou eu.

    Axé!

  • Românticos são loucos, pirados, desvairados, sem juízo, cantam com rinite, violão reserva, pelo prazer de mostrar as coisas bonitas. E mesmo certos ainda pedem perdão. Então tá! Ainda bem que, apesar de tudo isso, existem uns mineiros pra abastecer a música brasileira contemporânea (tadinha... tão carente) de maravilhas como essa. Obrigada Fred!

    Axé!

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