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Aurora Miranda: ♫ Ninguém me ama ♫ (em Esperanto)

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Uploaded on Apr 25, 2010

"Ninguém me ama", de Antonio Maria e Fernando Lobo, é um clássico da chamada música dor-de-cotovelo, e este vídeo traz na voz de Aurora Miranda a versão dessa música feita em esperanto pelo professor Sylla Chaves. Trata-se de um dos mais importantes esperantistas brasileiros, membro da Academia de Esperanto, jornalista, escritor e poeta. Foi ele quem idealizou em 1970 a produção do LP "Brazilo kantas por pli bona mondo" (O Brasil canta por um mundo melhor), no qual está incluído o registro feito pela irmã de Carmen Miranda.

O álbum apresenta ao público uma amostra do que é o esperanto, através de uma seleção de poemas e clássicos musicais de consagrados autores brasileiros, vertidos para esta língua pelo próprio Sylla Chaves. Aurora participa do disco em mais duas faixas - "Tuj, tuj, balon" (Cai, cai, balão - de Assis Valente) e "Zonotriko en la faruno" (Tico-tico no fubá, de Zequinha de Abreu). Os arranjos e regência são do maestro Cipó. O objetivo do esperanto é torná-lo como segunda língua de cada indivíduo, sem desprezar os idiomas nacionais. Dizem que é relativamente fácil de se aprender. No Brasil existem muitos adeptos e sua atuação é constante. Saiba mais a respeito do esperanto através do site http://esperanto.org.br/p/

Em esperanto, "Ninguém me ama" virou "Neniu amas min". A canção foi gravada originalmente em 1952 por Nora Ney, sempre apontada como a primeira a gravar um rock no Brasil em 1955. Foi um dos maiores sucessos da cantora, e vários outros artistas também a gravaram, como Maria Creusa e Elymar Santos, sendo que em 1959 também foi registrada por Nat King Cole em versões em espanhol e português em dueto com Silvia Telles.

Segundo o historiador e pesquisador Dárcio Fragoso, a música foi composta apenas por Antonio Maria (Antonio Maria Araújo de Morais), grande boêmio e cronista pernambucano, que por amizade a seu conterrâneo e amigo Fernando Lobo, deu-lhe parceria. Antonio Maria, falecido em 1964 aos 43 anos, compôs inúmeros outros sucessos como "Valsa de uma cidade" com Ismael Neto, "Canção da volta", "Suas mãos" com Pernambuco, "Manhã de carnaval" e "Samba de Orfeu" para a peça de Vinícius de Morais "Orfeu da Conceição".

Aurora Miranda (20/04/1915 - 22/12/2005), por sua vez, iniciou a carreira em 1933, quando gravou pela Odeon o primeiro disco, a marcha junina "Cai, Cai, Balão" em dupla com Francisco Alves, conhecido como O rei da voz, título que mais tarde seria dado a Agnaldo Rayol. O disco fez muito sucesso e, no mês seguinte, novamente com Francisco Alves, lançou "Você só... mente" (de Noel Rosa e Hélio Rosa), que se transformou também em grande êxito.

A artista foi a segunda maior cantora do Brasil na década de 30, e só perdia para a imbatível irmã. Foi a primeira a gravar "Cidade Maravilhosa", hoje hino oficial da cidade do Rio de Janeiro, em dupla com o compositor André Filho, em 1934. Também gravou, em dueto com a irmã Carmen, o clássico "Cantoras do Rádio" (João de Barro, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro), incluído no filme "Alô, Alô Carnaval". Aurora trabalhou nos filmes "Banana-da-terra" (1939), "Alô, Alô, Carnaval" (1936), "Estudantes" (1935) e "Alô, Alô Brasil" (1935). Em 1940, se casou com Gabriel Richaid e foi morar nos Estados Unidos, onde fez outros filmes, um dos quais para Walt Disney, deixando sua carreira em segundo plano aos 25 anos.

Quando voltou ao Brasil, em 1952, lançou outro clássico da MPB, "Risque", de Ary Barroso, imortalizado na voz de Linda Baptista. Em 1956 apresentou-se no show "Mr. Samba", de Carlos Machado, em homenagem a Ary Barroso. No mesmo ano, regravou um LP pela Sinter com oito antigos sucessos seus, e lançou dois discos pela Odeon, encerrando sua marcante carreira, em que deixou gravados 81 discos e 161 músicas em 78 rotações. Aurora Miranda ainda voltou ao cinema em 1989, no filme "Dias melhores virão", de Cacá Diegues, numa participação especial em que canta "Você só... mente".

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