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Falando de esportes, eu gosto de vários; futebol, skate, basquete, karatê, por aí vai... gosto também de boas músicas, ... (...)
Meu trabalho como cientista social também tem um pouco a ver com a mágica e o ilusionismo (com tecnologia, e informação, pra ser mais exato), na medida em que esta une a ciência e a arte, o entreterimento.
A base dos meus estudos, porém, está principalmente na sociologia, e na teoria das representações sociais da psicologia social. E, em resumo, tentam dar continuidade á algumas teses defendidas por alguns sociólogos (em especial, Jessé Souza, um sociólogo brasileiro); dentre elas, a de que: uma divisão "mais igualitária" sobre o conhecimento, e o acesso "mais igualitário" á tecnologia, seja ela qual for, e á informação de qualidade, é o que possibilitaria uma posterior "melhor divisão" também sobre outros valores, como os "bens de consumo", e o trabalho, tornando, desta maneira, o mundo melhor e mais justo. Sobretudo, com uma posterior "melhor divisão" também sobre os direitos e os deveres (melhores leis).
O que, na verdade, é apenas uma "tentativa de extensão" da tese defendida por Jessé Souza, em seu livro A modernização seletiva, de que, uma "Progressão Ética", e de conscientização, "do nível individual para o nível social", ocorreria através do que este autor denomina de "igualdade de oportunidades".
E que esta "progressão ética" e de conscientização, fruto da "Igualdade de oportunidades", o que possibilitaria uma "Aquisição Intersubjetiva da auto-consciência" que refletiria na "Solidariedade social", que, por sua vez, é o que "contribui para o enriquecimento de práticas sociais passíveis de serem reconhecidas juridicamente em um estágio posterior" (p.116).
(É claro que, falar em igualdade é sempre uma força de expressão; pois sempre soa estranho, e acho que sempre soará. Porém, a "diminuição das diferenças" é algo distinto, e uma necessidade, sobretudo das diferenças de "oportunidades", e das intelectuais, que, para a sociologia, é o que mais importa.)
[Pois] "Ora, sabemos que a reprodução material é, ao lado da reprodução simbólica e valorativa, o desafio principal e primário que qualquer sociedade tem de enfrentar." (p. 265)
E ainda, para este autor, para que se "tente alcançar" esta "Aquisição Intersubjetiva da auto-consciência", seria conveniente, não apenas uma maior "democratização" das oportunidades mas, também, a tentativa de uma construção de uma "Teoria da Moralidade Contemporânea" baseada, não mais em "argumentos especulativos" ou "crenças" mas, nas "ciências empíricas", [no caso] a psicologia social de Mead.
Argumentos que podem ser observados, e melhor compreendidos, [principalmente] no capítulo em que este autor trata da "dimensão sociológica e política do reconhecimento". Apontando como é "O Reconhecimento" o "Componente responsável pela Construção da Solidariedade" [social] (p.120).
(Quanto á psicologia social, acho desnecessário dizer aqui sobre as suas contribuições ao conhecimento humano nos dias atuais, sobretudo para aqueles que a conhecem; pois esta é a "ciência social" que mais desenvolveu o estudo sobre o comportamento e a consciência humana, em suma, sobre a linguagem. Contudo, é do seu diálogo com outras ciências, principalmente as sociais - o próprio Jessé Souza já inicia este diálogo, que nascem contribuições á própria Teoria das Representações Sociais - teoria que dá sustentação á esta disciplina *. Principalmente no que se refere a um outro tema, recorrente também na sociologia, que são os Padrões Sociais de representação e auto-representação -- e, também, no que se refere á alguns de seus conceitos-chave como os de Representação Social, consciência, linguagem, etc.)
Mas, retornando ao ponto anterior, para falar da sociologia, e da "diminuição das diferenças", quero relembrar aqui uma frase (deste grande sociólogo brasileiro, acima citado) referente a este tema e que é de grande inspiração para nós: "... a simetria da igualdade de oportunidades simultaneamente estimula e limita a concorrência segundo regras aceitas por todos".**
(E é exatamente a concorrência má e desleal, a competição do ser humano para com o próximo, o que leva [ou está relacionado com] a "competição do ser humano para consigo mesmo", ou seja, a exploração desenfreada do próprio meio em que se vivi, e á culpabilização de si mesmo e do próximo por isso, por mera ignorância, e desconhecimento.) *** [de que]
A única saúde mental possível é a cooperação acima das diferenças.****
E, voltando á sociologia, a única "progressão ética" possível para se melhorar o mundo e suas leis é melhorando as pessoas, lhes dando informação, de qualidade, e oportunidades.
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