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Um dos primeiros exemplos de ultra-realismo. Este filme contrasta a tran...
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Um dos primeiros exemplos de ultra-realismo. Este filme contrasta a tranquila e apática vida na periferia de Paris do pós guerra com a dura e ensanguentada condição de dentro dos matadouros. Descreve o destino sangrento dos animais abatidos de maneira extrema.
A carnificina é explanada feito um manual de aprendizagem. Os açougueiros, já indiferentes ao martírio dos bichos devido aos anos de prática, são um a um apresentados pelo nome e sobrenome, como campeões de natação a poucos minutos de um torneio olímpico. O jeito como eles reduzem um boi com mais de 200 quilos a pequenos filés é admirado tal qual um gênero artístico à parte. É penoso observar uma fileira de corpos decapitados se debatendo, os nervos ainda vivos, lançando centelhas elétricas às patas, todas frenéticas, enquanto o sangue jorra das fendas provocadas por facões afiados. Mas existe algo de especial nessa plasticidade toda, algo poético, por mais bizarro que isso possa soar. Além disso, a repugnância dos atos retratados faz nossa atenção voltar-se, claro, para a imundície na qual esses estabelecimentos funcionavam (poças de sangue por todos os lados, estômagos e fígados esvaziados entre um gancho e outro, cabeças postas lado a lado no chão, a serem carimbadas e numeradas). A narração abafa o som natural, todavia é possível presumir os gritos e ruídos assustadores que de lá emanavam constantemente. Franju maneja seu objeto de trabalho (a câmera) com a mesma frieza com que seus açougueiros-protagonistas movimentam a faca ou os demais utensílios de extermínio; por fim, a natureza e seus apelos alimentícios são exibidos sem atenuações, tudo em ponto de cru, uma obra de difícil digestão.
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Este é um "re-upload" do clip originalmente postado em dez/200...
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Este é um "re-upload" do clip originalmente postado em dez/2008 pelo Youtuber chihuahuazz: http://www.youtub... Adicionamos Captions (English) e legendas em Português. ______ Narracao: 1- Profecia de nativos norte-americanos: 0:00 - 1:22 Red Crow Westerman. 1:33 - 9:53 Oren Lyons 2. (Planet Earth) Documentário premiado da BBC, narrado por David Attenborough e produzido por Alastair Fothergill 3. Trilha sonora: do filme Patch Adams. Contém musica de vários artistas, Marc Shaiman
Editado e sincronizado por Anders Fredblad, 4/12/2008 Suécia
Legendas em Inglês e Português: YASHAMILL
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Dia 26/02/2010, Manifestação Contra a Cavalgada do Mar - Praça da Matriz...
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Dia 26/02/2010, Manifestação Contra a Cavalgada do Mar - Praça da Matriz, Porto Alegre - RS.
Cavalgada do Mar mata cavalos de exaustão
CARTA ABERTA AOS GAÚCHOS DE BOM SENSO
CAVALGADA DO MAR MATA CAVALOS DE EXAUSTÃO
Cavaleiros marcam as areias do litoral com o sangue do cavalo
Mais uma vez nos cabe denunciar os abusos da exploração animal em relação aos cavalos deste Rio Grande do Sul. Neste momento, centenas de animais estão sendo obrigados a trajeto cansativo, sob forte calor, submetidos a montadores despreparados, em uma marcha insana e com propósito fútil, a chamada Cavalgada do Mar.
Tais cavaleiros não sabem ou fingem ignorar a fragilidade dos cavalos?
Não bastam os carroceiros, também os "tradicionalistas" de forma insensível e exibicionista não se importam de expor os cavalos a um estresse desnecessário e fatal (fontes "extra oficiais" informam que não dois, mas seis cavalos já morreram e, pela declaração do veterinário que acompanha a cavalgada, ontem havia mais dez animais em tratamento )
O dito companheiro do gaúcho, um dos símbolos do pago, está sendo vilipendiado não apenas por carroceiros pobres, movidos pela necessidade de sustento, agora também por tradicionalistas de fim de semana que exploram até a morte seus animais.
A única finalidade parece ser ocupar espaços na mídia e servir de palco para promoções pessoais e de candidatos a cargos eleitorais.
As leis de proteção aos animais não devem ser utilizadas apenas contra os carroceiros. É preciso que essa cavalgada tenha fim imediatamente, poupando os cavalos de mais sofrimento e morte. É preciso que denunciemos ao país tamanha crueldade e também que se diga ao Brasil que nem todo o rio-grandense comunga destas idéias tradicionalistas sem sentido. Ser gaúcho é tão somente ter nascido dentro das fronteiras deste estado, e isso não faz de ninguém melhor ou pior do que qualquer outro ser humano.
Esses fatos lamentáveis demonstram a superficialidade do discurso ufanista de gaúcho, pampa, cavalo, pilcha, negrinho do pastoreio, chimarrão, churrasco, prenda e peão. Discurso vazio, ufanismo barato, bairrismo apequenado, desrespeito e falta de ética. Não assistiremos calados à morte e sofrimento dos animais. Enquanto o coordenador da cavalgada exibe-se na mídia dizendo que "vai marcar a beira da praia com a pata do cavalo", nós não deixaremos que siga marcando o chão deste Estado com o sangue dos cavalos.
Texto integral da Carta aberta http://vanguardaa...
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Dia 26/02/2010, Manifestação Contra a Cavalgada do Mar - Praça da Matriz...
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Dia 26/02/2010, Manifestação Contra a Cavalgada do Mar - Praça da Matriz, Porto Alegre - RS.
Texto do Juremir Machado da Silva, Publicado no Correio do Povo, Ano 115, Numero 148.
Juremir Machado da Silva
Tempo de matar cavalos Meu avô era um sábio analfabeto. Certas coisas ele não compreendia: as mulheres que via na televisão bronzeando-se ao sol do meio-dia e homens cansando cavalos inutilmente. Antes de os cientistas darem o alerta ele já conhecia os perigos do sol para a pele dos humanos e para o fôlegos dos animais. Meu pai seguia a mesma lei: no verão, não se encilhava cavalo das 11 horas da manhã até quatro e meia da tarde. Salvo extrema necessidade. Por isso, levantavam muito cedo. As principais lides campeiras tinham de ser feitas antes de o sol ganhar o alto do céu. Andar a cavalo sem necessidade no calor era para eles coisa de gente da cidade. Pior do que isso, era algo condenável. Bárbaro.
As notícias de que dois cavalos morreram na tal cavalgada do mar horrorizariam meu avô e meu pai. Eles adoravam cavalos. Cuidavam deles com muito carinho. Veriam nessa exibição de cavaleiros urbanos, num dos verões mais quentes dos últimos tempos, um exibicionismo despropositado, uma falta de conhecimento escandalosa e uma maldade intolerável com os bichos. Para quê? Mais espantoso é o lema da brincadeira deste ano: "mulheres a cavalo pelo Rio Grande". Um gaúcho verdadeiro, da campanha, diria com algum deboche: parem com isso, soltem os cavalos pelo Rio Grande. Com um solaço desses só há uma coisa a fazer: ficar mateando ou sesteando embaixo de um cinamomo. O resto é frescura de gente maturranga.
A secretária da Cultura, Mônica Leal, está contribuindo para maltratar cavalos na beira do mar. Ela é entusiasta desse tipo de ação cultural. Enquanto ela ajuda a estafar cavalos, sentindo-se uma nova Anita, a cultura do Rio Grande do Sul estrebucha. A sala de cinema Norberto Lubisco foi fechada. Tem cinema no shopping. Voltaire Schilling, um dos nossos intelectuais mais brilhantes e tradicionais, foi demitido da direção do Memorial do Rio Grande do Sul. Parece que ele não tinha o que conversar com a chefe. Afinal, não é de andar a cavalo na praia com sol quente. A casa está caindo, os cavalos morrendo, o circo pegando fogo. Mas a secretária Mônica Leal está firme na montaria. Sempre. Ela é dura na queda. Corresponde a todos os clichês imagináveis.
Agora, entre nós, há sem dúvida um ponto obscuro, um elemento que exige investigação séria: por que mesmo Mônica Leal tornou-se secretária da Cultura? É um tempo estranho este. Quando não há mais necessidade alguma de movimento, todos querem se deslocar. Especialmente pelos meios mais anacrônicos. Pode haver algo mais excitante do que permanecer no lombo de um cavalo, com o sol a pino, até o bicho morrer? Tudo isso em nome da tradição! Os franceses do século XVIII usavam perucas empoadas. O Ministério da Cultura da França devia lutar pela recuperação dessa tradição eliminada pela modernidade. Vou comprar um cavalo para matar na próxima cavalgada.
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