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Apr 21, 2008
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NEM DEUSES, NEM ASTRONAUTAS - O QUE VOCÊ BUSCA ESTÁ EM BUSCA DE VOCÊ TAMBÉM...
"Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crença eu sei que Ele existe."
Carl Gustav Jung
Sete Sermões aos Mortos: http://nemdeusesnemastronau...
C.G.Jung.
"Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda."
Carl Gustav Jung
Espírito não é teoria, é a dimensão da qual sua vida depende. Por que será que nossa humanidade prefere convencer-se de que se pode existir sem dar atenção ao espírito? Só pode ser por tentativa de autodestruição!
Inúmeros assuntos que estão em andamento não podem, ainda, ser entendidos, desafiam a lógica e o bom senso. Porém, melhor sustentá-los e suportá-los porque trazem em seu ventre a semente de fatos importantes.
REFLEXÃO:
"Acreditar é poder. Se alguém acredita em alguma coisa com muita fé durante muito tempo, o Plano Mental faz com que estas idéias se tornem cada vez mais reais. Se MUITAS pessoas acreditam em uma mesma coisa durante muito tempo, esta coisa se tornará real."
INCONSCIENTE COLETIVO
O inconsciente coletivo se opõe ao inconsciente pessoal, o qual poderia se manifestar na produção de sonhos. Desta forma, enquanto alguns destes têm caráter pessoal e podem ser explicados pela própria experiência da pessoa, outros apresentam imagens impessoais e estranhas, que não se consegue associar a nada de que se tenha lembrança. Esses sonhos seriam então um produto do inconsciente coletivo, algo como um depósito de imagens e símbolos, que Jung denomina arquétipos. Seria deles também de onde se originariam os mitos.
O psicanalista Erich Fromm apresenta outra posição a respeito. É denominada de "inconsciente social", que seria a parte específica da experiência dos seres humanos que a sociedade repressiva não permite que chegue à consciência dos mesmos. Já o sociólogo e filósofo Nildo Viana concebe o inconsciente coletivo como o conjunto das necessidades e potencialidades reprimidas de um conjunto de indivíduos, grupos, classes ou toda a sociedade.
INFORMAÇÃO PERTINETE (Como Exemplo):
"Jung interpretou o nacional socialismo, o comunismo e outros "ismos", em geral como fenômenos patológicos, de identidade. Uma irrupção do inconsciente coletivo. "Wotan havia tomado posse da alma do povo alemão. E quem é Wotan? O deus pagão dos germânicos, "um deus das tempestades e da efervescência, desencadeia paixões e apetites combativos". Num ensaio publicado em 1936, Jung traça o paralelo entre Wotan redivivo e o fenômeno nazista. Wotan é uma personificação de forças psíquicas corresponde a "uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um "fator" psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura". Os fatores econômicos e políticos pareceram a Jung insuficientes para explicar todos os espantosos fenômenos que estavam ocorrendo na Alemanha. Wotan reativado no fundo do inconsciente, Wotan invasor, seria explicação mais pertinente. E estávamos apenas em 1936!
O argumento decisivo é, porém, a atitude dos nazistas em relação a Jung. Com o aparecimento do livro PSICOLOGIA e RELIGIÃO, 1940, as autoridades decidiram que toda a sua obra fosse interditada e queimada na Alemanha, bem como nos países ocupados por Hitler."
Texto Abaixo retirado do Livro:
"Liberte-se do passado"
Jiddu Krishnamurti
*
"Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crença eu sei que Ele existe."
Carl Gustav Jung
Sete Sermões aos Mortos: http://nemdeusesnemastronau...
C.G.Jung.
"Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda."
Carl Gustav Jung
Espírito não é teoria, é a dimensão da qual sua vida depende. Por que será que nossa humanidade prefere convencer-se de que se pode existir sem dar atenção ao espírito? Só pode ser por tentativa de autodestruição!
Inúmeros assuntos que estão em andamento não podem, ainda, ser entendidos, desafiam a lógica e o bom senso. Porém, melhor sustentá-los e suportá-los porque trazem em seu ventre a semente de fatos importantes.
REFLEXÃO:
"Acreditar é poder. Se alguém acredita em alguma coisa com muita fé durante muito tempo, o Plano Mental faz com que estas idéias se tornem cada vez mais reais. Se MUITAS pessoas acreditam em uma mesma coisa durante muito tempo, esta coisa se tornará real."
INCONSCIENTE COLETIVO
O inconsciente coletivo se opõe ao inconsciente pessoal, o qual poderia se manifestar na produção de sonhos. Desta forma, enquanto alguns destes têm caráter pessoal e podem ser explicados pela própria experiência da pessoa, outros apresentam imagens impessoais e estranhas, que não se consegue associar a nada de que se tenha lembrança. Esses sonhos seriam então um produto do inconsciente coletivo, algo como um depósito de imagens e símbolos, que Jung denomina arquétipos. Seria deles também de onde se originariam os mitos.
O psicanalista Erich Fromm apresenta outra posição a respeito. É denominada de "inconsciente social", que seria a parte específica da experiência dos seres humanos que a sociedade repressiva não permite que chegue à consciência dos mesmos. Já o sociólogo e filósofo Nildo Viana concebe o inconsciente coletivo como o conjunto das necessidades e potencialidades reprimidas de um conjunto de indivíduos, grupos, classes ou toda a sociedade.
INFORMAÇÃO PERTINETE (Como Exemplo):
"Jung interpretou o nacional socialismo, o comunismo e outros "ismos", em geral como fenômenos patológicos, de identidade. Uma irrupção do inconsciente coletivo. "Wotan havia tomado posse da alma do povo alemão. E quem é Wotan? O deus pagão dos germânicos, "um deus das tempestades e da efervescência, desencadeia paixões e apetites combativos". Num ensaio publicado em 1936, Jung traça o paralelo entre Wotan redivivo e o fenômeno nazista. Wotan é uma personificação de forças psíquicas corresponde a "uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um "fator" psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura". Os fatores econômicos e políticos pareceram a Jung insuficientes para explicar todos os espantosos fenômenos que estavam ocorrendo na Alemanha. Wotan reativado no fundo do inconsciente, Wotan invasor, seria explicação mais pertinente. E estávamos apenas em 1936!
O argumento decisivo é, porém, a atitude dos nazistas em relação a Jung. Com o aparecimento do livro PSICOLOGIA e RELIGIÃO, 1940, as autoridades decidiram que toda a sua obra fosse interditada e queimada na Alemanha, bem como nos países ocupados por Hitler."
Texto Abaixo retirado do Livro:
"Liberte-se do passado"
Jiddu Krishnamurti
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About Me:
"
SOBRE O AMOR:
"Que é o amor? Esta palavra está tão carregada e corrompida, que quase não tenho vontade de empregá-la. Todo o mundo fala de amor - toda a revista e jornal e todo missionário discorre interminavelmente sobre o amor. Amo a minha pátria, amo o prazer, amo a minha esposa, amo a Deus. O amor é uma idéia? Se é, pode então ser cultivado, nutrido, conservado com carinho, moldado, torcido de todas as maneiras possíveis. Quando dizeis que amais a Deus, que significa isso ? Significa que amais uma projeção de vossa própria imaginação, uma projeção de vós mesmo, revestida de certas formas de respeitabilidade, conforme o que pensais ser nobre e sagrado; o dizer "Amo a Deus" é puro contra-senso. Quando adorais a Deus, estais adorando a vós mesmo; e isso não é amor."
"Como iremos saber o que é essa chama que denominamos amor - não a maneira de expressá-lo a outrem, porém o que ele próprio significa? Em primeiro lugar rejeitarei tudo o que a igreja, a sociedade, meus pais e amigos, todas as pessoas e todos os livros disseram a seu respeito, porque desejo descobrir por mim mesmo o que ele é. Eis um problema imenso, que interessa a toda humanidade; há milhares de maneiras de defini-lo e eu próprio me vejo todo enredado neste ou naquele padrão, conforme a coisa que, no momento, me dá gosto ou prazer. Por conseguinte, para compreender o amor, não devo em primeiro lugar libertar-me de minhas inclinações e preconceitos? Vejo-me confuso, dilacerado pelos meus próprios desejos e, assim, digo entre mim: "Primeiro, dissipa a tua confusão. Talvez tenhas possibilidade de descobrir o que é amor através do que ele não é".
"O governo ordena: "Vai e mata, por amor à pátria!" Isso é amor? A religião preceitua: "Abandona o sexo, pelo amor de Deus". Isso é amor? O amor é desejo? Não digas que não. Para a maioria de nós, é; desejo acompanhado de prazer, prazer derivado dos sentidos, pelo apego e o preenchimento sexual. Não sou contrário ao sexo, mas vede o que ele implica. O que o sexo vos dá momentaneamente é o total abandono de vós mesmos, mas, depois, voltais à vossa agitação; por conseguinte, desejais a constante repetição desse estado livre de preocupação, de problema, do "eu". Dizeis que amais vossa esposa. Nesse amor está implicado o prazer sexual, o prazer de terdes uma pessoa em casa para cuidar dos filhos e cozinhar. Dependeis dela; ela vos deu o seu corpo, suas emoções, seus incentivos, um certo sentimento de segurança e bem-estar. Um dia, ela vos abandona; aborrece-se ou foge com outro homem, e eis destruído todo o vosso equilíbrio emocional; essa perturbação, de que não gostais, chama-se ciúme. Nele existe sofrimento, ansiedade, ódio e violência. Por conseguinte, o que realmente estais dizendo é: "Enquanto me pertences, eu te amo; mas, tão logo deixes de pertencer-me, começo a odiar-te. Enquanto posso contar contigo para a satisfação de minhas necessidades sociais e outras, amo-te, mas, tão logo deixes de atender a minhas necessidades, não gosto mais de ti". Há, pois, antagonismo entre ambos, há separação, e quando vos sentis separados um do outro, não há amor. Mas, se puderdes viver com vossa esposa sem que o pensamento crie todos esses estados contraditórios, essas intermináveis contendas dentro de vós mesmo, talvez então - talvez - sabereis o que é o amor. Sereis então completamente livre, e ela também; ao passo que, se dela dependeis para os vossos prazeres, sois seu escravo. Portanto, quando uma pessoa ama, deve haver liberdade - a pessoa deve estar livre, não só da outra, mas também de si própria."
"Não sabeis o que significa amar realmente alguém - amar sem ódio, sem ciúme, sem raiva, sem procurar interferir no que o outro faz ou pensa, sem condenar, sem comparar O amor tem responsabilidades e deveres, e emprega tais palavras? Quando fazeis alguma coisa por dever, há nisso amor? No dever não há amor. A estrutura do dever, na qual o ente humano se vê aprisionado, o está destruindo. Enquanto sois obrigado a fazer uma coisa, porque é vosso dever fazê-la, não amais a coisa que estais fazendo. Quando há amor, não há dever nem responsabilidade."
Hometown:
São Paulo
Country:
Brazil
Occupation:
Diretor de Arte
Interests:
Semiótica
Books:
Memórias, Sonhos e Reflexões (Carl Gustav Jung), O Caos Semiótico, Teoria da Personalidade, O Mundo de Sofia, Fausto (Goethe), O Idiota (Dostoyevsky), O Guardador de Rebanhos (Fernando Pessoa), A Psique na Antiguidade (Edward F. Edinger), Portas da Percepção & Céu e Inferno - Aldous Huxley
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Não são todos os que estão, nem estão todos os que são. Essa frase que outrora servia para descrever os humanos internados nos manicômios pode muito bem descrever a política mundial da atualidade. A mistura é complexa e não se pode mais recorrer a um maniqueísmo simplista mediante o qual possamos arquivar todos os malvados em certos partidos e todos os bonzinhos em outros. Os ensinamentos perversos feitos princípios obsoletos e a crueldade que nossa humanidade é capaz de cometer em nome deles são questões que surgem cotidianamente em todas as famílias, empresas e instituições governamentais. Lidar com elas sabiamente para conduzi-las a um mundo melhor é responsabilidade de todos, independente de partidos políticos e ideologias. Separar o mundo em fatias é o princípio da maldade.
Se um país declarar guerra a outro no Oriente Médio, certamente o planeta inteiro será afetado negativamente por isso, de onde surge o questionamento: mesmo que esse país arvore argumentos aparentemente nobres e baseados em princípios de defesa e soberania, serão esses suficientes para explicar o mal que será posto em marcha? A civilização não é mais a mesma de outrora e, por isso, os princípios que serviam para a sustentação e estruturação das nações se tornaram obsoletos, para horror dos nacionalistas e conservadores. Porém, há entre essas pessoas que se agarram a princípios obsoletos seres humanos dignos e nobres, o que torna o panorama com que todos devemos lidar de extrema complexidade, no qual não se pode lançar mão de maniqueísmo simplista para tomar decisões.
Conhecerás a verdade e a Verdade vos libertará. Quando nossa humanidade perceber que aquilo que faz ao meio ambiente e aos semelhantes faz também a si mesma, então encontrará a Verdade e se libertará do jugo do sofrimento. Se a disponibilidade humana de prover felicidade ao mundo e aos semelhantes for limitada, como ela poderia pretender ser feliz? O mandamento que está na base de todas as religiões: tratar os semelhantes como trataríamos a nós mesmos, não é uma regra ética, é a descrição de como as coisas são. A verdade é que não há separação nem diferença entre os indivíduos, estamos todos vinculados pela mesma Vida, a qual registra fielmente o que fizermos com ela, nos devolvendo teimosamente nossas obras. Esta é a verdade, não há nada de relativo nela, não se sujeita a discussão, é absoluta
Se for limitada a disposição de nossa humanidade em tornar o mundo melhor, mais próspero e feliz, certamente a capacidade de receber essas virtudes que tanto busca será limitada também. Não existe separação entre o que nossa humanidade é e o que acontece, a realidade é fiel reflexo de nossos íntimos pensamentos, com os quais temos de lidar o tempo inteiro de forma objetiva também, porque nos perseguem enquanto os continuemos a sustentar. Buscar felicidade, prosperidade e bem-estar, mas nada fazer para prover as mesmas condições buscadas através de nossos atos, eis a fórmula do perpétuo fracasso dessa busca. Por quê? Porque essa busca é uma ilusão, pois, como poderíamos convencer a Vida de que buscamos uma coisa e fazemos outra? Somos eficientes, colhemos de forma infalível o que semearmos.
O excesso de pretensões combinado a uma estranha sensação de o tempo ser curto ou passar rápido demais resulta num estado de nervos à flor da pele que faz irromper verdadeiros ataques de insanidade, até em pessoas que supostamente deveriam ter aprendido a se controlar, porque maduras e bem educadas. Em parte isso é compreensível, já faz muitos anos que nossa humanidade é submetida à imposição autoritária da injustiça oficializada, que não é mais uma eventualidade, mas constante. Quanto tempo nossa humanidade é obrigada a gastar provando sua inocência? Mais vale ser culpado na civilização atual! Já que seremos culpados de toda forma, parece mais sensato fazermos o errado, então! Não! Não é assim! Se nos deixarmos contaminar com a insanidade perderemos toda a proteção da Vida e aí sim, estaremos sós!
Aquilo que nossa humanidade disser determina seu destino, pois, como poderia haver separação entre a teoria e a prática? Não há paradoxo, não há contradição nenhuma, há apenas um artifício que dá muito trabalho sustentar, a ilusão de que a Vida é uma em seu aspecto subjetivo e outra diferente no mundo objetivo. Esse artifício dá tanto trabalho sustentar que produz inúmeras dores e sofrimentos. Porém, como é auto-imposto não virá nunca nenhuma força cósmica feita divindade a salvar nossa humanidade, nós criamos esse artifício e nós teremos de destruí-lo para salvar a nós mesmos. A lei áurea de todas as religiões que manda tratar os semelhantes como a nós mesmos não é um mandamento ético, é a descrição fiel de como as coisas são no Universo: não há separação nem diferença entre os seres vivos.
Quanto mais profunda seja a meditação sincera que um ser humano fizer a respeito da Vida de sua vida, mais ele ou ela encontrará o fio de meada que integra sua existência ao inteiro Universo. Se essa meditação for sustentada cotidianamente, ao longo do tempo esse ser humano crescerá e se tornará maior do que si mesmo. Para crescer assim descobrirá que é imprescindível sacrificar sua pequena e frágil individualidade, sobrecarregada com o convencimento de que sua presença não tinha vínculo nenhum com nada nem ninguém, era uma ilha isolada no infinito. Diferente do imaginado, esse sacrifício não terá sido doloroso, mas pleno de alegria, baseado no enriquecimento do ser e não no empobrecimento fantasiado por abandonar o excesso de individualidade. Este é um caminho que todos trilharemos.
Aos que esperam ansiosos pelo fim do mundo tenho só uma coisa a dizer: o mundo já acabou! Porém, tenho ainda mais uma coisa a dizer: não se deve confundir mundo com planeta. Enquanto o planeta é o conjunto de forças naturais que se expressam através do corpo unificado desse e de todos os reinos que compõem sua diversidade e beleza, o mundo é apenas um invento humano. O grande valor de nossa espécie é este dom de inventar; se o fazemos para o bem ou para o mal não está em discussão aqui, apenas observemos que, sim, tudo que há neste planeta e que não proveio da natureza, fomos nós que inventamos. Este é o mundo. Acontece que o mundo que inventamos caducou e não é mais, nos encontrando agora em plena gestação de outro. Este é o foco principal e mais valioso de todas as atividades da atualidade.
Todo grupo de pessoas pode estabelecer regras e decretar leis, o que é uma prática comum, mas se essas não forem fiel reflexo de como as coisas são e funcionam pela sua própria e inerente natureza e impulso, se criam dois destinos infalíveis. O primeiro é o de que a manutenção das leis e regras requererá imenso esforço e atitude impositiva, nunca protegendo verdadeiramente aos que nelas buscam abrigo, mas obrigando a se executarem atos violentos para que o que não é respeitável pela sua própria natureza seja pelo menos temido. O segundo destino infalível é que o tempo será o implacável inimigo dessas regras e leis, pois o corpo dessas não existirá pela sua própria força, será artificial. Assim é nossa civilização como um todo, sua vigência está acabando e vive-se hoje em dia um tempo muito peculiar.
Na civilização em que existimos, a conta nunca fecha para os justos enquanto é sempre auspiciosa para os desonestos e criminosos. Por quê? Porque enquanto o espírito das leis não for o fiel reflexo de como funciona a realidade humana e, pelo contrário, se ocupar mais em punir as transgressões, os desonestos e criminosos sempre encontrarão formas inteligentes de driblá-las enquanto os justos continuarão sem orientação definida, a não ser a proveniente do íntimo de seus corações, o que não é pouca coisa. Porém, é necessário mais, é imprescindível que o espírito da civilização seja realmente protetor dos justos e que o crime se transforme numa eventualidade, e não na nota dominante dos relacionamentos humanos, como é hoje em dia.