Sala de Recepção
Composição: Cartola
Habitada por gente simples e tão pobre
Que só
Sala de Recepção
Composição: Cartola
Habitada por gente simples e tão pobre Que só tem o sol que a todos cobre Como podes, mangueira, cantar? Pois então saiba que não desejamos mais nada A noite, a lua prateada Silenciosa, ouve as nossas canções Tem lá no alto um cruzeiro Onde fazemos nossas orações E temos orgulho de ser os primeiros campeões
Eu digo e afirmo que a felicidade aqui mora E as outras escolas até choram Invejando a tua posição
Minha mangueira da sala de recepção Aqui se abraça o inimigo Como se fosse um irmão
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Added: 2 months ago
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Flor da Idade
Composição: Chico Buarque de Holanda
A gente faz hora, faz fila na vil
Flor da Idade
Composição: Chico Buarque de Holanda
A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia Pra ver Maria A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia A porta dela não tem tramela A janela é sem gelosia Nem desconfia Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor
Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família A armadilha A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha Que maravilha Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor
Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua A gente sua A roupa suja da cuja se lava no meio da rua Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua E continua Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
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Added: 3 months ago
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Conversando No Bar
Composição: M.Nascimento/F. Brant
Lá vinha o bonde no sobe-e-desc
Conversando No Bar
Composição: M.Nascimento/F. Brant
Lá vinha o bonde no sobe-e-desce ladeira E o motorneiro parava a orquestra um minuto Para me contar casos da campanha da Itália E do tiro que ele não levou Levei um susto imenso nas asas da Panair Descobri que as coisas mudam E que tudo é pequeno nas asas da Panair
E lá vai menino xingando padre e pedra E lá vai menino lambendo podre delícia E lá vai menino senhor de todo o fruto Sem nehhum pecado, sem rancor O medo em minha vida nasceu muito depois Descobri que minha arma é O que a memória guarda dos tempos da Panair Nada de triste existe que não se esqueca Alguém insiste e fala ao coracão Tudo de triste existe e não se esquece Alguém insiste e fere no coracão Nada de novo eciste neste planeta Que não se fale aqui na mesa do bar... E aquela briga e aquela fome de bola E aquele tango e aquela dama da noite E aquela mancha e a fala oculta Que no fundo do quintal morreu Morria cada dia dos dias que eu vivi Cerveja que tomo hoje é Apenas em memória dos tempos da Panair A primeira Coca-cola foi Me lembro bem agora, nas asas da Panair A maior das maravilhas foi Voando sobre o mundo nas asas da Panair Em volta dessa mesa velhos e mocos Lembrando o que já foi Em volta dessa mesa existem outras Falando tão igual Em volta dessas mesas existe a rua Vivendo seu normal Em volta dessa rua, uma cidade Sonhando seus metais Em volta da cidade...
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Added: 4 months ago
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Coração Leviano
Composição: Paulinho da Viola
Trama em segredo teus planos
Parte se
Coração Leviano
Composição: Paulinho da Viola
Trama em segredo teus planos Parte sem dizer adeus Nem lembra dos meus desenganos Fere quem tudo perdeu Ah, coração leviano Não sabe o que fez do meu.
Este pobre navegante Meu coração amante Enfrentou a tempestade No mar da paixão e da loucura Fruto da minha aventura Em busca da felicidade
Ah, coração teu engano Foi esperar por um bem De um coração leviano Que nunca será de ninguém.
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Added: 4 months ago
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Alvorada
Composição: Cartola
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há
Alvorada
Composição: Cartola
Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo ( a alvorada ) Você também me lembra a alvorada Quando chega iluminando Meus caminhos tão sem vida E o que me resta é bem pouco Ou quase nada, do que ir assim, vagando Nesta estrada perdida.
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Added: 4 months ago
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Formosa
Baden Powell
Composição: Baden Powell e Vinícius de Moraes
Formosa
Não faz a
Formosa Baden Powell Composição: Baden Powell e Vinícius de Moraes
Formosa Não faz assim Carinho não é ruim Mulher que nega Não sabe não Tem um coisa de menos no seu coração
A gente nasce, a gente cresce A gente quer amar Mulher que nega Nega o que não é para negar A gente pega, a gente entrega A gente quer morrer Ninguém tem nada de bom sem sofrer Formosa mulher
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Added: 5 months ago
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Baioque
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Quando eu canto, que se cuide quem nã
Baioque Chico Buarque Composição: Chico Buarque
Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão O meu canto, punhalada, não conhece o perdão Quando eu rio
Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão Meu sorriso é uma fenda escavada no chão Quando eu choro
Quando eu choro é uma enchente surpreendendo o verão É o inverno, de repente, inundando o sertão Quando eu amo
Quando eu amo, eu devoro todo meu coração Eu odeio, eu adoro, numa mesma oração, quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll
Nem quero saber como se dança o baião Eu quero ligar, eu quero um lugar Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
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Added: 6 months ago
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Chão da Praça
Composição: Morais Moreira
Olhos negros cruéis, tentadores das multi
Chão da Praça
Composição: Morais Moreira Olhos negros cruéis, tentadores das multidões semcantor Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor Meu amor quem ficou nessa dança meu amor tem pé na dança Nossa dor meu amor é que balança nossa dor o chão da praça Vê que já detonou som na praça porque já todo pranto rolou Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor ... Olhos ne gros cruéis, tentadores das multidões sem cantor Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador Ô ô ô ôô ô ô Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor(2x) Tem que dançar a dança que a nossa dor balança o chão da praça ôuôuô(2x) Meu amor quem ficou nessa dança meu amor tem pé na dança Nossa dor meu amor é que balança nossa dor o chão da praça Vê que já detonou som na praça porque já todo pranto rolou Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor ... Olhos negros cruéis, tentadores das multidões sem cantor Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador Ô ô ô ôô ô ô Lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor(2x) Tem que dançar a dança que a nossa dor balança o chão da praça ôuôuô(2x) Balança o chão da praça Ô u ô u ô balança o chão da praça Ô u ô u ô balança o chão da praça Ô u ô u ô b a l a n ç a o c h ã o
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Added: 6 months ago
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O homem velho
Composição: Caetano Veloso
O homem velho deixa a vida e morte para trá
O homem velho
Composição: Caetano Veloso
O homem velho deixa a vida e morte para trás Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais O homem velho é o rei dos animais
A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol As linhas do destino nas mãos a mão apagou Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll As coisas migram e ele serve de farol
A carne, a arte arde, a tarde cai No abismo das esquinas A brisa leve traz o olor fulgaz Do sexo das meninas
Luz fria, seus cabelos têm tristeza de néon Belezas, dores e alegrias passam sem um som Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom
Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual Já tem coragem de saber que é imortal
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Added: 6 months ago
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