jotaldias's Channel
Alert iconSubscribed
 
 
Sign in or sign up now!
Hello, you either have JavaScript turned off or an old version of Adobe's Flash Player. Get the latest Flash player.
Loading...
Loading...
Loading...
Loading...
jotaldias
Alert iconSubscribed
Loading...
Profile
 
Name:
JOÃO LUÍS DIAS
Channel Views:
9,458
Joined:
Nov 7, 2007
ESPAÇO DE PALAVRAS, DE SONS, DE CORES, DE AFECTOS...

NOTA:
pretendo neste espaço, para além de partilhar as minhas palavras, dar relevo, periodicamente, a uma personalidade da canção, preferencialmente em língua portuguesa, mas não excluindo outro idioma, ou a um tema relevante de outra qualquer expressão cultural, ou ainda um motivo muito especial.

Todos os poemas ou textos exibidos são de minha autoria, pelo que me estão reservados todos os direitos.

Foto em exibição:
Carris - Serra do Gerês - Terras de Bouro
(colhida no grupo facebook Terras de Bouro)

OUTONO

No outono
as folhas poisam, se o vento é brando
tapeteando os caminhos.
No outono
o sol é intruso, se espreita pela manhã
e teima quente à meia tarde.
No outono
o dia e a noite começam cedo
e a chuva cai, arrefecendo sem gelar.
No outono
vão-se os pardais
ficam os ninhos franqueados ao silêncio.
No outono
se de brio se quer estação
o ar arrefece, a terra arrefece
ao pó não se deve o cinzento dos dias.
No outono
quando o vento opulento chega
varre o chão, penteia a floresta...
e obriga o inverno a esperar
permitindo aos rios
descer ainda sem sobressaltos.

inédito
About Me:
 
Autor (nas horas de lazer)
Publicou as obras "Ecos dum Silêncio", "Sonho em Hora de Ponta", "Antes que o Tinteiro Entorne", "Um Poema, Uma Flor" e "Coração de Algodão", este de 2011.
Presidente da direcção da editorial CALIDUM (sem fins lucrativos).
Frequenta na Universidade do Minho, em Braga, a licenciatura em Relações Internacionais.

No Site (indicado ao cimo desta nota de perfil) pode ler mais ainda do autor.

PARTILHA

Empresta-me o olhar
e pela pele do rosto
deixa verter uma gota
do sorriso claro e calmo
e da boca...
bem, da boca
que se agita
tremente aos lábios
sente a naufragar o desejo
ao beijo esquivo
que se quer temperado
na água morna que encharca
e se reparte...

inédito


INTUIÇÃO

Não te sei dos pulsos
não sei como estendes os cabelos
Não te sei da boca
não sei onde te assentam os pés
Não te sei das ancas
não sei quando te cansa o olhar
Não te sei dos seios
não sei se te humedecem as mãos...
Não te sei...
não sei...
Mas vales demais
porque sabes
que te quero inventar
a meio caminho do coração e dos versos!...

Inédito


AMOR AO MAR

Desamarra ao peito a barca
à maré cheia dos olhos
e deixa o céu desfrutar
cada poro do teu corpo
nas vagas mansas do mar
E o vento há-de soprar!...
Despe o corpo à noite toda
não te escondas do luar
deixa que as ondas se agitem
que desponte a madrugada
se horas são de abalar
E o vento há-de soprar!...
E quando o sol da manhã
pela praia se poisar
já a barca se atracou
já o céu te engravidou
de mais um filho do mar!

in Coração de Algodão


NOITE

Só comigo ao vidro baço da janela
no palpebrar cadente dos olhos
a noite é apenas noite
e o silêncio mudo
ouve o sussurro dos versos
que te chamam...
E o sorriso foi dormir
antes de mim
querendo-me a cama morna.
Se ausente te sei
mesmo que só um pouco
me ausento todo de mim!...

in Coração de Algodão


TANGO

Olho o pinhal pela copa da rama
e ao fundo o mar...
Quer um, quer outro
me parecem inquietos.
E sopra-me uma vontade enorme
de rumar ao sul
de dançar um tango
e sentir o teu cheio
a saciar-me nesta noite.
E ouço a melodia
e fervem-me as veias.
Transpiro e arrepio
e morro mil vezes de desejo.
E tenho o chão
ladrilhado de pétalas que te quero
e não te tenho aqui!

in Coração de Algodão

ESTAÇÃO

Pediu lume e acendeu o instante
Entregou no rio, ao fundo, o olhar
e deixou possuir-se sem pressa...
Voltou aos versos
que lhe escorriam das mãos
trémulas, molhadas
vertendo no chão gotas mornas de si
e pediu ao silêncio que lhe declamasse a noite
ali, na estação
à espera da última partida...

in Coração de Algodão


PRISIONEIRO URBANO

Hoje fui pedaço de asfalto
e senti falta da poeira.
Hoje fui estrada toda ao sol
e faltou-me a sombra dos caminhos.
Hoje fui à cidade soberba
e porque me faltaram aromas
plantei-lhe no chão cinzento
um lírio roxo da minha montanha.
Hoje sorri para todos
e ri de mim, a sério
porque me senti
um prisioneiro urbano
pateticamente a pensar em liberdade...
Hoje ri de mim
ao querer olhar-me
num espelho de betão!

in Coração de Algodão


UM POEMA ENORME

Queria escrever um poema enorme
nem que fosse o poema enorme
mais pequenino do mundo
Queria escrever um poema enorme
nem que fosse o poema enorme
mais simples do mundo
Queria escrever um poema enorme
nem que fosse dos poemas enormes
o menos enorme de todos
mas que fosse enorme para ti
porque para ti
enorme...
só um poema maior!

in Coração de Algodão


SEI DE TI

Sei de ti, o olhar...
Sei de ti, o sorriso que trazes lavado nos olhos
a brisa que te sopra nos cabelos
quando soltos pela manhã
Sei de ti, que sonhas e inventas o mar...
a cor que pintas cada grão de areia
como enterneces cada onda que, de revolta
se acalma em espuma temperada de sal
Sei de ti, as flores que te perfumam
de cada pétala que depositas no peito
e te embriagam de primavera!
Sei ti, o coração
da enormidade de afectos que dele transborda
e da vontade de partilhar
toda a nobreza que detém lá dentro!
Sei de ti, as mãos talhadas de prata em renda
os lábios rasgados a cinzel e fogo
e o beijo em lava que querem verter
Sei de ti, a chama acesa que te arde no ventre!
Sei de ti...
Sei de ti, que existes
e isso é já saber
tudo que quero te ti!

in Um Poema, Uma Flor


INTIMIDADE

Quebrei no teu peito
um glaciar de silêncio
Poisei-me na noite e fiquei no teu colo
à espera... a querer saber de mim
Falei-te intimamente
soletrando cada palavra
rasgada à garganta
de coisas minhas, sérias
enormidades do coração!
Falei-te de tantas coisas que nunca ousara
Abri o livro na página que interrompera
quando, um dia
ao fechar dos olhos
acomodado num peito morno
me deixei adormecer...

in Um Poema, Uma Flor
Hometown:
Braga
Country:
Portugal
Occupation:
IRN / Ministério da Justiça
Schools:
Universidade do Minho
Interests:
Cavalgar entre papoilas
Movies:
O Feitiço da Lua
Music:
"Tão Mulher" de Pedro Barroso
Books:
Um Poema, Uma Flor (Edição Calidum /2008) - Coração de Algodão (Edição Calidum/2011 e Edição LP Books/2011 (Brasil) - de minha autoria
Alert icon
Alert icon
Alert icon
Alert icon
Alert icon
0 / 00Unsaved Playlist Return to active list
    1. Your queue is empty. Add videos to your queue using this button:
      or sign in to load a different list.
    Loading...Loading...Saving...
    • Clear all videos from this list
    • Learn more