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Alçado à categoria de celebridade por conta do sucesso arrasador do filme "Meu nome não é Johnny", João Estrella lança agora, via EMI, seu CD de estréia.
O sucesso estrondoso do filme estrelado por Selton Mello, já na casa do milhão de espectadores, foi o estímulo que faltava para João Estrella reunir as composições feitas nos últimos anos em um álbum inédito, que chega agora às lojas. Batizado de Meu nome é João Estrella, o Cd traz 10 canções, sete delas compostas apenas por João. Duas são fruto de parcerias com Rodrigo Santos ("Volta pra mim") e André Estrella ("No Parque"). O primeiro single, "Madrugada", faz parte da trilha sonora da novela "Beleza Pura"(TV Globo, 19h).
Longe de ser uma novidade para João Guilherme Estrella, a música está presente em sua vida desde sempre. Aos 13 anos, João e seu irmão André já tocavam cavaquinho juntos. "Quando percebi que estava tocando Neil Young e Pink Floyd no cavaquinho, vi que teria que mudar de instrumento. Foi quando comecei a tocar violão, na marra", lembra João. Estudou canto popular e frequentou aulas com uma cantora de ópera italiana por cinco anos.
Aos 46 anos, João Estrella é da mesma geração do BRock e o som das bandas dos oitenta teve influência direta em sua música: Paralamas, Legião Urbana, Capital Inicial, Lobão, Barão Vermelho e Cazuza, Titãs. Ele próprio teve uma banda chamada Prisma, que dividia com os músicos Rodrigo Santos (Kid Abelha, Barão), Marcelo Serrado e André Estrella. Na vitrola de João rolavam ainda Rolling Stones, Fleetwood Mac, Genesis, Pink Floyd, Neil Young, Paganini, Piazzolla, Moraes Moreira, Caetano Veloso...
O álbum traz apenas uma regravação, a cover de "O patrão nosso de cada dia", do Secos e Molhados. "Eu ouvia direto os discos dos Secos e Molhados, o trabalho deles era sensacional.Tinha feito uma levada e pensava em compor uma letra quando pegamos um disco dos Secos e Molhados, meu irmão e eu, e começamos a relembrar aquele som. Tempos depois, tocando a tal levada que tinha na cabeça, a letra do Patrão nosso me veio e se encaixou perfeitamente", conta João.
O repertório do CD foi composto em várias épocas, algumas delas nasceram ainda na prisão: "Volta pra mim"(com Rodrigo Santos), "Tempo Time" e "O Alvo" (as duas últimas, escritas no manicômio, são as que João considera mais autobiográficas). "Essas composições estão espalhadas no tempo, da minha prisão até agora. O material que compus antes dessa época não entrou no CD", pontua.
O single "Madrugada" entrou no CD aos 45 do segundo tempo. "Essa música foi uma espécie de milagre. Tinha várias canções prontas para escolher duas. Comecei a mostrar essa para o Marcos Cunha, produtor do disco, ele gostou e começou a mexer, imediatamente. Fiz a letra naquela noite, pois já estávamos atrasados. O André Estrella colocou violões memoráveis e a música acabou parando na novela", comemora Estrella. André também foi definitivo na canção "No Parque", parceria dos irmãos Estrella. "Era um "rock inglês" sem letra. O Marcos novamente mexeu na música e a transformou num samba-canção, com letra minha".
Animado em pegar a estrada - João Estrella é sócio da Motor Produções, que já produziu shows de artistas como Paralamas do Sucesso, O Rappa e Moska, entre outros, já está ensaiando para rodar o país com sua banda.