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Sou o resto do oeste americano, um gambá bêbado jogando suas ultimas cartas, apostando as ultimas gotas de sangue e suor; inebriado entre a gaita e a voz de um poeta bêbado praguejando as suas ultimas sinceras e fétidas palavras da verdade. Sobre o sol, morto, sigo a sombra entre as balas e rameiras, nas baladas do blues rasgado, para pegar o trem dos insanos, com destino a lugar nenhum...
Assim vejo-me fora de meu tempo, deslocado e sem destino, pecando por saber. E a personalidade que descrevo não é nada por demais, me vejo na terra árida das injustiças contabilizando os próprios problemas, apostando nas cartas com palavras de luxúria e perdição. Idéias centralizadas d´onde vê-se caminho para ideologias e ciência, e para mim mesmo d´onde imponho a personalidade do sol que nasce.
Freneticamente etílico cambaleio entre a musicidade e a poesia; numa balada de blues revelo minhas dores e ao mesmo na poesia as feridas, enquanto na solidão que me crio só agravo a etilicidade, já que não gosto de depender das pessoas, e levo a razão acima da emoção, assim abro caminho para explicar os vários relacionamentos falhos e a solidão...
Filósofo destes becos escuros, e daqueles jeans que já batidos e sujos como as botas surradas pelo barro, que vê a morte como vera seleção natural e procura alguém que lhe tire da rotina, da vaidade, do jogo e do pecado; alguém que o embarque no trem para que morra todas as noites e renasça sem as ilusões que o protegem...
Em passada vida me vi ópio vietnamita, queimando no suor de fogo e napalm, camaleável entre vermes e úrico, clamando sua atenção pela liberdade de minhas crianças. Apenas cumpria o jogo dos homens, afundando-me na insanidade de teu acido, era púrpura, voltava insano, solo, e por fim era mais um cego segurando mãos estranhas. Mas não se engane amigo, gostava de ver-me sem salvação, nadando livre e afogando-me no desespero de teu mar de psicoses, onde toda reta é curva e leva a lugar algum.
Pois virara mercenário de Deus, era anjo torto da justiça, era ira e vingança, e tinha o segundo cavaleiro a me estender à mão, pois havia de tirar a paz da terra... Um ancião de cinco milênios habita em mim, errante, recusa-se a evoluir, é a praga, é meu câncer, e ele não nega quem sou, ao contrario eleva-me mais próximo do céu enquanto prega as pestes deste mundo.
Como um espelho bucólico falido em cristais, reflito o mundo do céu ao firmamento, oposto, distorço a realidade, crio virtualidade, e pereço na areia de meu vidro. Boca das barbaridades, de onde se prega a aurora fria de um poeta cirrótico de amor e dor, que já não ama a você e nem a ninguém além de si...
E os Deuses ansearão por um pedaço de mim...