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:: Biografia ::
Markinho Gó é daqueles músicos inquietos. Classificá-lo como compositor disso ou daquilo ou tentar enquadrar seu estilo dentro desse ou daquele rótulo é trabalho difícil ou mais do que isso: desnecessário. Mineiro, criado em Divinópolis, celeiro de grandes músicos e compositores, Markinho começou muito jovem a trilhar seu caminho na música. Nos anos 80 -- influenciado pelo boom do rock brasileiro -- como tantos outros grandes músicos de sua geração comprou um instrumento de'2ª mão' e -- autodidata - foi realizar sozinho o sonho de ser um guitar hero. No melhor estilo 'do it your self', Markinho não perdia oportunidade de se apresentar em festas, escolas ou 'onde houvesse um amplificador pronto para ser plugado'. Os anos 90 trouxeram para ele suas grandes influencias e seus verdadeiros ídolos no recém surgido mundo da música 'indie'americana e inglesa. R.E.M., Jesus n Mary in Chains, Sonic Youth e principalmente Pixies, entraram de vez nas guitarras e composições do músico. E a partir deles, Markinho teve contato com o que talvez hoje seja a chave para entender o seu som: Neil Young, Hendrix, Velvet Underground e o Blues! O blues e sua beleza triste. Leitor voraz caminhando sem medo nem preconceito entre Kafka & Bukowsky; Shakespeare & Maiakovski; Drummond & Arnaldo Antunes, não tardou a unir essas duas paixões em suas músicas. Guitarrista competente e criativo desde seu início manteve-se firme no propósito 'idealista' de sempre inovar -- nunca copiar, e isso o colocou na vanguarda musical da região como um dos poucos músicos que se recusava a tocar 'covers'. Nunca 'tirava' músicas: recriava as guitarras num estilo totalmente próprio -- o que levava a loucura seus companheiros de palco e ensaio. Quer fosse executando seus riffs rápidos e certeiros numa banda de Rockabilly, destilando veneno e humor nas guitarras e letras de um funk (o impagável "011.1406") ou empunhando um violão 'folk' em baladas autorais, Markinho veio lapidando seu estilo pelos últimos 20 anos até chegar no seu mais recente trabalho: um cd autoral com belas e simples composições boas de se ouvir e cantar e que remetem a vários pontos dessa história. Escutando o seu novo CD fiquei com a impressão de que a estrada que começou a ser trilhada lá atrás está longe de terminar. E que venha o que vier pela frente -- sei lá o que o cara vai resolver compor daqui uma semana, um mês ou um ano! -- vamos escutar e reconhecer ali um novo trabalho de Markinho Gó.