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O Banga (para os íntimos) nasceu como bloco de carnaval no verão de 98, e foi aos poucos ganhando espaço na zona sul, onde invariavelmente as apresentações acabavam em grandes festas nas ruas.
Com o sucesso do carnaval, os principais integrantes ficaram motivados
a seguir com o trabalho durante o ano, fazendo shows com uma formação reduzida, mas sem perder a sonoridade e a característica festiva do bloco. Este foi o estopim para o surgimento da banda Bangalafumenga.
No entanto, mesmo como uma banda, não perderam o jeito vira-lata,
e não deixaram de participar da folia do carnaval de rua. O resultado é
um som direto, percussivo, super dançante com uma linguagem
poética simples.
Assim o trabalho foi começando a conquistar a simpatia do público,
e respeito de nomes consagrados da nossa música. Já dividiram palco com artistas como: Nei Lopes, Zélia Duncan, Fernanda Abreu, Marcelo D2, Roberto Frejat, Seu Jorge, Paula Lima, Walter Alfaiate, Adriana Calcanhoto, Pedro Luís e a Parede, entre outros.
Rodrigo Maranhão, líder e principal compositor do grupo, já foi gravado
por vários intérpretes da música brasileira. Destaque para Fernada Abreu, Zélia Duncam, e Maria Rita, esta última ganhadora do Grammy Latino
de melhor canção em 2006, com Caminho das Águas, autoria de Rodrigo.
As apresentações do Banga contam com suas canções, e de outros compositores da nova safra, além de clássicos da música brasileira,
como Gil, Lenine, Alceu Valença, entre outros.
Hoje o Banga tem sua própria sede, o Espaço Banga, onde estão realizando oficinas de percussão, explorando toda a diversidade e riqueza dos ritmos brasileiros, como o Côco, a Ciranda, o Maracatú, o Samba. Na oficina
os quatro diretores do Banga (Rodrigo Maranhão, Thiago Di Sabbato, André Moreno, Dudu Fuentes) ensinam as técnicas dos instrumentos de bloco, como surdos, repiques e tamborins, além de musicalizar e formar em casa os batuqueiros do Bloco. Que vem ganhando força a cada ano, já conta com mais de 70 integrantes, e já está virando tradição no carnaval de rua do Rio.
No mais, no dicionário, Bangalafumenga quer dizer um indivíduo sem importância, um João Ninguém. Na tradição do nosso samba, era o nome dado às casas do Rio Antigo que abrigavam as batucadas, numa época
em que carregar um violão ou batucar era caso de polícia. Como os tempos são outros, hoje, com o Bangalafumenga na área, a festa está liberada.
Divirta-se.