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AFRICA DO SUL - Os Leões Brancos de Sanbona
Em 1975 o pesquisador sul africano Chris McBride que estudava leões se surpreendeu com um fato raro: filhotes brancos nasceram numa família de leão que vivia na Reserva de Timbavati.
Surpreendentemente os animais não eram albinos, apenas tinham uma coloração diferente. McBride estudou estes animais na natureza e ao pesquisar o assunto descobriu que antigas lendas dos povos africanos mencionavam leões brancos.
Os filhotes brancos de Timbavati foram capturados e ao longo de pouco mais de 30 anos cruzando com leões normais (de cor caramelo) geraram 300 descendentes brancos que estão espalhados em zoológicos e parques ao redor do mundo. O gene responsável pela cor branca não é dominante, então num cruzamento de leão comum com um branco, os filhotes nascem comuns. Na geração seguinte, há 25% de chances do filhote nascer branco.
Agora na Reserva de Sanbona na África do Sul, esta sendo conduzido o primeiro programa de re-introdução de leões brancos na natureza. Os leões cresceram em cativeiros grandes, com 5 mil hectares, sem contato com humanos e quando jovens foram soltos na Reserva de 54 mil hectares, onde não tem contato com humanos e precisam caçar para sobreviver.
Há 2 machos e 2 fêmeas soltos em Sanbona, nascidos de um leão branco que havia sido criado para ser abatido por caçadores, mas que foi salvo e agora é um reprodutor para perpetuar o gene que garante a cor branca.
Nos fomos os primeiros brasileiros e estão entre os primeiros do mundo a gravar os leões brancos de Sanbona, livres em seus novos domínios.
Para acha-los contaram com ajuda da tecnologia, pois os raros leões brancos tem coleiras com rádio transmissores, que mandam sinais para antenas. Mesmo com a tecnologia, a tarefa de acha-los nem sempre é fácil, pois a área da reserva tem matas fechadas e montanhas sem estrada, onde por vezes os leões se refugiam e passam dias, ou semanas, sem serem avistados.
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