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Galope à Beira Mar Soletrado [Xangai/ Ivanildo Vilanova]
No ma-ti-nal a me-ren-da re-co-men-da ser só fru-gal pas-ta den-tal de es-co-var de-ve la-va...
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Galope à Beira Mar Soletrado [Xangai/ Ivanildo Vilanova]
No ma-ti-nal a me-ren-da re-co-men-da ser só fru-gal pas-ta den-tal de es-co-var de-ve la-var com co-li-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar
Não dei-xe o in-tes-ti-no fi-car fi-no que só fei-xe co-ma pei-xe no pa-la-dar um ca-la-mar es-ca-lo-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar
Um ex-em-plo de gi-gan-te ru-mi-nan-te um ca-me-lo pa-ta pe-lo ru-di-men-tar pa-ra ma-tar se-re-le-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar
Es-car-la-te tan-ge-ri-na vi-ta-mi-na no to-ma-te a-ba-ca-te ver-de po-mar pa-ra cor-tar tos-se gri-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar
Um re-gi-me de ver-da-de li-ber-da-de é seu ti-me é su-bli-me ser po-pu-lar par-la-men-tar par-ti-ci-pe no ga-lo-pe da bei-ra-mar
Extraído do DVD "Estampas Eucalol" Gravado na Sala Funarte (RJ) em março de 2005.
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Pequenina [Renato Teixeira]
São tão claros os presságios e os encontros dessa vida Quando as partes combinadas surgem numa mesma estrada E na dimensã...
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Pequenina [Renato Teixeira]
São tão claros os presságios e os encontros dessa vida Quando as partes combinadas surgem numa mesma estrada E na dimensão dos sonhos sobre a sombra das palavras É que eu mando um abraço pra ti pequenina Flor vermelha tão cheirosa, tão bonita e amorosa Onde a essência dessa estória paira plena na memória Não pergunte pelo tempo, pois o tempo é agora O futuro na luz da manhã não demora.
Extraído do DVD "Estampas Eucalol" Gravado na Sala Funarte (RJ) em março de 2005.
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Matança [Jatobá]
Cipó caboclo tá subindo na virola Chegou a hora do pinheiro balançar Sentir o cheiro do mato da imburana Descansar morrer de sono na so...
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Matança [Jatobá]
Cipó caboclo tá subindo na virola Chegou a hora do pinheiro balançar Sentir o cheiro do mato da imburana Descansar morrer de sono na sombra da barriguda De nada vale tanto esforço do meu canto Pra nosso espanto tanta mata haja vão matar Tal mata Atlântica e a próxima Amazônica Arvoredos seculares impossível replantar Que triste sina teve cedro nosso primo Desde de menino que eu nem gosto de falar Depois de tanto sofrimento seu destino Virou tamborete mesa cadeira balcão de bar Quem por acaso ouviu falar da sucupira Parece até mentira que o jacarandá Antes de virar poltrona porta armário Mora no dicionário vida eterna milenar
Quem hoje é vivo corre perigo E os inimigos do verde da sombra, o ar Que se respira e a clorofila Das matas virgens destruídas vão lembrar Que quando chegar a hora É certo que não demora Não chame Nossa Senhora Só quem pode nos salvar é
Caviúna, cerejeira, baraúna Imbuia, pau-d'arco, solva Juazeiro e jatobá Gonçalo-alves, paraíba, itaúba Louro, ipê, paracaúba Peroba, massaranduba Carvalho, mogno, canela, imbuzeiro Catuaba, janaúba, aroeira, araribá Pau-fero, anjico amargoso, gameleira Andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá
Extraído do DVD "Estampas Eucalol" Gravado na Sala Funarte (RJ) em março de 2005.
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Estampas Eucalol [Hélio Contreiras]
Montado no meu cavalo Libertava prometeu Toureava o minotauro Era amigo de teseu Viajava o mundo inteiro Nas estampas...
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Estampas Eucalol [Hélio Contreiras]
Montado no meu cavalo Libertava prometeu Toureava o minotauro Era amigo de teseu Viajava o mundo inteiro Nas estampas eucalol A sombra de um abacateiro Ícaro fugia do sol.
Subia o monte Olimpo Ribanceira lá do quintal Mergulhava até netuno No oceano abissal São Jorge ia prá lua Lutar contra o dragão São Jorge quase morria Mas eu lhe dava a mão E voltava trazendo a moça Com quem ia me casar Era minha professora Que roubei do Rei Lear.
Extraído do DVD "Estampas Eucalol" Gravado na Sala Funarte (RJ) em março de 2005.
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Violêro [Elomar Figueira Mello]
Apois pro cantadô i violero só hai treis coisa nesse mundo vão amô, furria, viola, nunca dinhêro viola, furria, amô, din...
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Violêro [Elomar Figueira Mello]
Apois pro cantadô i violero só hai treis coisa nesse mundo vão amô, furria, viola, nunca dinhêro viola, furria, amô, dinhêro não
Vô cantá no canturi primero as coisa lá da minha mudernage qui mi fizero errante e violêro eu falo séro i num é vadiage i pra você qui agora está mi ôvino juro inté pelo Santo Minino Vige Maria qui ôve o qui eu digo si fô mintira mi manda um castigo Apois pro cantadô i violero só hai treis coisa nesse mundo vão amô, furria, viola, nunca dinhêro viola, furria, amô, dinhêro não Cantadô di trovas i martelo di gabinete, ligêra i moirão ai cantadô já curri o mundo intêro já inté cantei nas prtas di um castelo dum rei qui si chamava di Juão pode acriditá meu companhêro dispois di tê cantado u dia intêro o rei mi disse fica, eu disse não Si eu tivesse di vivê obrigado um dia inantes dêsse dia eu morro Deus feis os homi e os bicho tudo fôrro já vi iscrito no Livro Sagrado qui a vida nessa terra é u'a passage i cada um leva um fardo pesado é um insinamento qui derna a mudernage eu trago bem dent' do coração guardado Tive muita dô di num tê nada pensano qui êsse mundo é tud'tê mais só dispois di pená pelas istrada beleza na pobreza é qui vim vê vim vê na procissão u Lôvado-seja i o malassombro das casa abandonada côro di cego nas porta das igreja i o êrmo da solidão das istrada Pispiano tudo du cumêço eu vô mostrá como faiz o pachola qui inforca u pescoço da viola rivira toda moda pelo avêsso i sem arrepará si é noite ou dia vai longe cantá o bem da furria sem um tustão na cuia u cantadô canta inté morrê o bem do amô.
Extraído do DVD "Estampas Eucalol" Gravado na Sala Funarte (RJ) em março de 2005.
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I'm happy I met a good and committed musician like you here.