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Dezessete policiais já foram indiciados, em São Paulo, por extorquir din...
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Dezessete policiais já foram indiciados, em São Paulo, por extorquir dinheiro dos traficantes de drogas Juan Carlos Abadia, chefe de um cartel internacional, e Ramon Manoel Penagos, o "El Negro", que resgatou a fortuna de Abadia quando ele foi preso em agosto de 2007. Quase todos são policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Os dois traficantes teriam pago pelo menos R$ 2,7 milhões a policiais de São Paulo. A acusação veio de um depoimento de Abadia, gravado antes da extradição dele para os Estados Unidos. No vídeo, Abadia diz que começou a ser achacado um ano antes de ser preso. Os policiais também são acusados de sequestro. Eles teriam exigido milhares de reais para libertar integrantes da quadrilha de Abadia. É inconcebível que pessoas da ordem pública, que têm a função de garantir a paz e a segurança da população em geral, cometam tão graves crimes, no caso extorsões. São quatro extorsões, algumas delas mediante seqüestro, disse o promotor de Justiça Everton Zanella. Apesar das denúncias, o caso ficou dois anos praticamente sem investigação. Só depois de uma mudança na direção da corregedoria, ele foi retomado. Nos cinco inquéritos abertos, 17 pessoas já foram indiciadas - são 16 policiais civis e um comerciante. O delegado responsável pelo caso agora quer acelerar a conclusão dos inquéritos. As prisões serão pedidas e nos próximos dias teremos mais pessoas indiciadas nos inqueritos policiais, disse o delegado Caetano Paulo Neto.
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Estados Unidos e Coreia do Sul voltaram a sofrer ataques de piratas de c...
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Estados Unidos e Coreia do Sul voltaram a sofrer ataques de piratas de computadores através da internet. O correspondente na Ásia, Roberto Kovalick, informa que um dos alvos da ação de desta quinta foi o serviço secreto sul-coreano. A polícia cibernética já existe na Coreia do Sul por causa dos constantes ataques que o país sofre. Desta vez, conseguiu apreender seis computadores usados pelos piratas que estão tirando do ar páginas da internet na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. O governo sul-coreano tentou bloquear a ação dos piratas, filtrando o acesso a computadores e mudando o endereço de páginas, como a do Ministério da Defesa. Apesar das medidas, os piratas voltaram a atacar esta noite. Na mesma hora, várias páginas saíram do ar. Entre os alvos, bancos e a unidade das Forças Armadas americanas na Coreia do Sul. Foi o terceiro ataque seguido aos computadores do país. Os piratas enviam vírus para milhares de computadores de pessoas comuns no mundo inteiro. As máquinas se tornam o que os especialistas chamam de "computadores-zumbi". Na hora marcada pelos piratas, sem que os donos percebam, os computadores se juntam para atacar o alvo. Mandam uma quantidade tão de grande de informação para a mesma página da internet, que ela trava e sai do ar. Somente na Coreia do Sul, 19 mil computadores estariam infectados e participando dos ataques. Os sul-coreanos culpam a Coreia do Norte e disseram que estão se preparando para uma guerra: vão criar um comando militar cibernético para deter os piratas e contra-atacar.
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As famílias de Tainá e de Letícia vivem em cidades com problemas de segu...
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As famílias de Tainá e de Letícia vivem em cidades com problemas de segurança pública que o país inteiro conhece. Mas acontece que São Paulo e Rio de Janeiro não estão sozinhas. A violência, o tráfico de drogas, a intimidação de cidadãos de bem fazem parte da rotina de brasileiros de outros centros urbanos. E é isso que mostram, na Bahia, os repórteres José Raimundo, Carlos Ruvenal e Ubiratan Passos. A guerra entre as quadrilhas apavora moradores de dezenas de bairros. Os traficantes enfrentam a polícia, fecham escolas, espalham o clima de terror. "Se a gente não fizer o jogo deles, mandam tocar fogo na casa da gente. E fazer o jogo deles é o quê? É guardar as drogas e os armamentos dentro de casa, disse um homem que preferiu não se identificar. Nem os técnicos da Defesa Civil escapam da violência. Na última temporada de chuvas, o carro de um engenheiro foi atacado quando subia o morro para socorrer uma família. "O carro bateu até o motor de tanto tiro que levou no motor e na carroceria, disse. Um policial está escondido há cinco meses. Quando os bandidos descobriram que eram vizinhos dele, montaram uma emboscada. "Consegui escapar, consegui fugir e tirar minha família a tempo. Agora moro por aí, agora, no batalhão. Tem cinco meses que não vejo minha família, disse um homem escondido. Também ficam sem ver a família trabalhadores como uma empregada doméstica. Quando os traficantes impõem o toque de recolher ela não consegue voltar pra casa. "A partir de 9h30 já está fechando tudo, ninguém pode mais passar na rua, disse. Perguntada sobre o que faz quando precisa ficar até mais tarde, ela diz: tenho que dormir no trabalho, meus filhos ficam em casa sozinhos." Eles atacam até o transporte público. Quando algum traficante morre em confronto com a polícia, em represália, ônibus são assaltados e destruídos. Todas as empresas de transportes urbanos de Salvador são obrigadas a rodar com câmeras de segurança nos ônibus, é lei municipal. Mas em várias linhas isso não funciona porque os traficantes destroem os equipamentos. Para evitar que as imagens sejam gravadas eles ameaçam até o motorista. Já vai destruindo o equipamento com as próprias armas. Com medo, vários motoristas já desistiram da profissão. Em alguns bairros, quando os ônibus chegam ao fim da linha, os traficantes assumem a cobrança das passagens. "Eles botam os passageiros pela frente, cobram as passagens, botam o dinheiro no bolso e, se a gente reagir, a gente morre." A onda de violência das ações criminosas já ultrapassou os limites da região metropolitana de Salvador. Os bandidos ligados ao tráfico de drogas espalham o medo até nas pequenas cidades do interior da Bahia. Em Conceição da Feira, de 20 mil habitantes, a promotora de Justiça da Comarca precisa de escolta policial para trabalhar. Foi ameaçada de morte. Ela tem proteção até na porta do gabinete. As ameaças chegam por telefone, cartas anônimas. "Dizem que eu estou ousada demais e por conta disso, com ou sem escolta, vão me matar. Comentam que estão preparando uma armadilha pra mim", disse a promotora Dhaiane Bulcão. Mesmo assim ela continua trabalhando no combate ao tráfico. Acompanhada da polícia, vai aos pontos de venda de drogas. Em uma operação, percorreu a periferia da cidade e povoados do município. Prendeu uma moto e um traficante. "É assustador descobrir que os traficantes já chegaram nesses pequenos lugares das cidades do interior", disse a promotora. O diretor do departamento de Narcóticos da Secretaria da Segurança Pública, diz que a polícia depende dos moradores para reprimir o tráfico. "Se é uma situação que está acontecendo em determinados locais, em determinados horários, a população precisa nos informar isso com precisão pra que a gente possa trabalhar, disse o diretor do Departamento de Narcóticos, Hélio Jorge Paixão. E enquanto a polícia espera as denúncias para atuar, os traficantes vão ampliando suas ações criminosas e a população, cada dia, mais apavorada. A gente acorda de manhã e dá graças a Deus por estar vivo, disse uma testemunha.
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Em São Paulo, a madrugada foi de protestos na Favela de Heliópolis. Uma ...
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Em São Paulo, a madrugada foi de protestos na Favela de Heliópolis. Uma menina de 8 anos foi atingida por uma bala perdida, durante uma perseguição policial. A polícia estava atrás de dois homens em uma moto e entrou na favela. Os moradores dizem que os policiais entraram disparando sem olhar quem estava na frente. Os moradores fizeram um protesto na Favela de Heliópolis. A confusão na favela da Zona Sul de São Paulo começou pouco depois das 19h. Policiais perseguiram dois homens que estavam em uma moto. Houve disparos e um dos tiros atingiu o peito de uma menina de oito anos, Tainá Costa Alves, que estava na frente de casa. Os policiais vieram correndo com a moto, começaram a atirar e um tiro catou nela. Ela só gritava, não conseguia falar, afirma o primo de Tainá, Paulo Henrique Pereira da Silva. Moradores da favela disseram que somente os PMs atiraram. A polícia apresentou outra versão. As nossas viaturas e uma bicicleta foram alvejadas, foram agredidas a tiros e nesse momento nós tivemos que responder à injusta agressão, afirma o major da Polícia Militar Wanderlei Rodrigues. Revoltados, os moradores cercaram os PMs e pegaram as chaves de uma das motos da polícia. A chave foi devolvida três horas depois. Na delegacia dois policiais militares fizeram um boletim de ocorrência. Um deles estava com a farda rasgada. Dois homens que tinham sido presos conseguiram fugir durante a confusão. Tainá, a menina baleada, ainda vai ficar internada, mas está fora de perigo.
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Em frente ao hospital, uma mãe desesperada. A filha, Letícia Botelho, fo...
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Em frente ao hospital, uma mãe desesperada. A filha, Letícia Botelho, foi internada em estado grave depois de ser baleada na barriga durante uma fuga de bandidos. A quadrilha assaltou uma agencia bancária, ontem à tarde. Segundo testemunhas, seis homens saíam do banco quando um policial à paisana que estava do outro lado da rua percebeu a movimentação. Houve troca de tiros. Outros cinco bandidos estavam em um carro que dava cobertura aos assaltantes. Um deles subiu no teto do carro e, na fuga, também começou a atirar. As marcas dos tiros ficaram nas fachadas das lojas e nos carros estacionados. Os bandidos acabaram fugindo, mas a polícia diz que já identificou três suspeitos. Cinco pessoas ficaram no meio do fogo cruzado, entre elas, a menina Letícia. A mãe dela teria sido atingida por tiro de raspão. O tio da garota estava no banco na hora do assalto. Dentro do banco não ocorreu nada. Eles saíram e depois, não sei por que, deram uma rajada de balas, que, infelizmente, pegou minha sobrinha, pegou minha cunhada, conta o tio de Letícia, Evanildo Reis. Letícia estava em uma loja em frente à agência bancária escolhendo o presente que ganharia de aniversário. A adolescente completou 13 anos ontem. À noite, ia comemorar a data em uma festa. A menina foi operada. A família teria recebido a notícia de que a jovem estava fora de perigo. Mas no fim da noite, os médicos informaram que ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Abalado com essa violência. Não tem mais condições de se viver como estamos vivendo, aponta o tio da menina. A menina Letícia vai ser enterrada hoje. Continuam internadas uma mulher de 29 anos e outra de 46, que também foram baleadas.
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