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- Com apresentação de José Abelardo Barbosa Medeiros, o Chacrinha, o Cas...
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- Com apresentação de José Abelardo Barbosa Medeiros, o Chacrinha, o Cassino do Chacrinha era um programa de auditório com atrações musicais e show de calouros, com a direção de José Aurélio Leleco Barbosa, filho do apresentador, e de Helmar Sérgio. Tinha duas horas de duração e, ao som de "Abelardo Barbosa, está com tudo e não está prosa", Chacrinha iniciava o programa.
- Dez anos depois de apresentar a Discoteca do Chacrinha (1967) e a Buzina do Chacrinha (1967), Chacrinha voltava a comandar um programa de auditório na TV Globo, gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. O nome fazia homenagem ao primeiro grande sucesso radiofônico de Chacrinha, cerca de 30 anos antes, na Rádio Tupi.
- Ladeado por suas sensuais chacretes, vestido com um dos seus figurinos extravagantes e coloridos, o apresentador animava o público com seu gestual e seus bordões, além de distribuição de bacalhau e abacaxi. Chacrinha também brincava com a platéia perguntando:
"quem vai querer o pepino do Nuno Leal Maia?"; a "mandioca da Maria Betânia?"; ou a "banana do Chico Anysio?". A cada programa, um improviso. Mestre da comunicação popular, Chacrinha chamava: Terezinha!, e o auditório inteiro respondia: Uh, uh!. Muitas de suas frases, repetidas entre uma buzinada e o anúncio da próxima atração, marcaram época e fizeram história na televisão: Quem não comunica se trumbica; Eu vim para confundir, não para explicar; Na TV nada se cria, tudo se copia.
- A cada semana, até dez calouros se apresentavam no programa, sendo julgados por atores do elenco da TV Globo como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Mario Gomes e Vera Fischer, entre outros. A atriz Elke Maravilha e o radialista Edson Santana, Rei Momo do Carnaval na época, participavam como jurados fixos. Os vencedores recebiam prêmios em dinheiro.
- Embora em menor número, o Cassino do Chacrinha também promovia concursos, como o que elegeu a criança mais bonita de 1982. Manteve-se também o Concurso das buzinadas.
- Além dos calouros e dos concursos, cinco ou seis atrações musicais animavam o auditório. O Cassino do Chacrinha lançou diversos cantores e cantoras e ajudou a impulsionar a carreira de outros tantos.
- Cinco câmeras, sendo quatro fixas e uma portátil, registravam as imagens levadas ao ar. Entre produtores, contra-regras e maquinistas, 30 pessoas integravam a equipe mobilizada pelo programa. Associado ao estilo de improvisação do apresentador, o cenário de Mário Monteiro passava por modificações toda semana.
- O Cassino do Chacrinha atraía, semanalmente, centenas de pessoas interessadas em acompanhar as gravações e ver de perto seus ídolos. A disputa por um lugar no auditório era grande, e filas enormes se formavam na porta do Teatro Fênix, horas antes do início da gravação. A produção priorizava a audiência feminina, e os homens só entravam se sobrasse espaço.
- Em 1983, Chacrinha se afastou do comando do Cassino por mais de um mês, devido a uma estafa. Ao voltar, em março daquele ano, o cenário do programa a cargo de Mário Monteiro e Alfredo Pereira foi totalmente recriado, transformando o palco do Teatro Fênix efetivamente num grande cassino, com mesas de jogo, roletas etc.
- Em agosto de 1983 foi ao ar o Cassino do Chacrinha especial SOS Sul, transmitido direto do Maracanãzinho, com quatro horas de duração, cuja renda seria doada às vítimas das enchentes que inundaram o Sul do país. O programa foi realizado pela Divisão de Eventos Especiais da Rede Globo.
- Em 1987, o apresentador comemorou seus 70 anos no programa. Com problemas de saúde, Chacrinha chegou a ser substituído, a partir do dia 11 de junho de 1988, pelo humorista João Kleber. Antes do fim do mês, porém, Chacrinha já voltava ao comando do programa, compartilhando a apresentação com o mesmo João Kleber.
- O último Cassino do Chacrinha foi levado ao ar no dia 2 de julho de 1988. O Velho guerreiro, como também ficou conhecido, morreu em 30 de julho de 1988, vitimado por um câncer no pulmão.
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