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"Newport '69 Pop Festival", San Fernando Valley State College, Devonshire Downs, Northridge, CA, 1969-06-22.
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SÍTIO DO PICAPAU AMARELO - 1ª versão Período de exibição: 07/03/1977 31/01/1986 Horário: 17h25 - Periodicidade: segunda a sexta-feira
Um dos gra...
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SÍTIO DO PICAPAU AMARELO - 1ª versão Período de exibição: 07/03/1977 31/01/1986 Horário: 17h25 - Periodicidade: segunda a sexta-feira
Um dos grandes programas da televisão brasileira, Sítio do picapau amarelo é uma adaptação de Paulo Afonso Grisolli e Wilson Rocha da obra homônima de Monteiro Lobato, uma das mais originais da literatura infanto-juvenil brasileira. Com direção de Geraldo Casé e supervisão de Edwaldo Pacote, o infantil estreou como resultado de um convênio entre a Rede Globo, a TV Educativa e o Ministério da Educação e Cultura.
Dirigido especialmente ao público infantil, o programa unia entretenimento a um conteúdo de informação e instrução, sem adotar uma linguagem didática. Os capítulos tinham cerca de 30 minutos de duração e procuravam recriar a obra de Monteiro Lobato, adaptando-a para o formato da televisão.
As histórias criadas por Monteiro Lobato que publicou o primeiro livro da série em 1920 se passam no Sítio do Picapau Amarelo, onde diversos personagens vivem histórias mágicas, protagonizando aventuras inesquecíveis. No sítio, moram a esperta e sábia Dona Benta (Zilka Sallaberry); sua neta Lúcia, mais conhecida como Narizinho (Rosana Garcia/Daniele Cristina Rodrigues), e a cozinheira Tia Nastácia(Jacyra Sampaio), uma quituteira de mão-cheia. Faceira e cheia de sonhos, Narizinho tem como sua parceira fiel na hora da diversão a boneca de pano Emília (Dirce Migliaccio/Reny Oliveira), feita por Tia Nastácia. Tia Nastácia é o braço direito de Dona Benta. Conhecida por suas irresistíveis guloseimas, adora contar um causo e falar sobre suas experiências pessoais.
A doce Narizinho cria um mundo de fantasias onde brinca, aprende e se diverte. Durante uma de suas aventuras pelo Reino das Águas Claras, a boneca Emília toma uma pílula e começa a falar, transformando-se numa boneca esperta e cheia de idéias, que quer saber todos os porquês da vida. Meio boneca, meio gente, Emília é tagarela e cheia de personalidade e sempre encontra a forma ideal para solucionar os problemas que aparecem em seu caminho.
Durante as férias escolares, a rotina de Narizinho muda inteiramente. Seu primo Pedrinho (Júlio Cezar/Marcelo José Patelli), que estuda na cidade onde vive com sua mãe, vai para o sítio, e os dois encaram aventuras ainda mais incríveis. Além deles, outros personagens que habitam o sítio e os acompanham em suas peripécias são o irreverente Saci Pererê, a malvada Cuca (Dorinha Duval/Stella Freitas) e o atrapalhado Visconde de Sabugosa (André Valli), este último feito por Tia Nastácia, que usou uma espiga de milho velha para criar um amigo para Pedrinho. Por ter sido esquecido por um bom tempo no meio dos livros, o Visconde adquire uma admirável sabedoria e torna-se intelectual e cientista. Sábio e desenvolto, ele tem algumas dificuldades para lidar com a realidade cotidiana. Já a assustadora Cuca quer sempre atrapalhar a felicidade das crianças. Nesse universo que mistura fantasia e realidade Narizinho e Pedrinho se divertem, aproveitando a infância. Alguns episódios levados ao ar no primeiro ano de exibição do programa foram A Cuca vai pegar, João faz de conta e O terrível pássaro roca.
O conteúdo rural, característica da produção de Monteiro Lobato, foi conservado, permitindo criar uma ligação maior das crianças com a natureza. Assim como tiveram a preocupação de respeitar a obra de Monteiro Lobato, os autores procuraram aproximar o programa da realidade e linguagem da época, não esquecendo as diferenças entre o Brasil de 1977 e o da década de 1930. Era preciso manter o aspecto rural, sem esquecer a grande parcela da população infantil das cidades grandes, para quem a informação sobre o meio urbano também era importante. Para isso, o personagem Pedrinho tornou-se a ligação do sítio com a cidade. Como exemplo de preocupação com a atualidade dos episódios, o diretor Geraldo Casé conta que colocou um aparelho de televisão na sala de Dona Benta, embora nem sempre fosse ligado. Apesar dessas medidas, o programa procurava ser atemporal. Houve ainda a preocupação de não urbanizar demais a parte rural, para não se perder o contraste vivido por uma criança que sai do centro urbano e vai para um sítio.
Em entrevistas na época da estréia do programa, Wilson Rocha, um dos redatores da série, ressaltou a tentativa de recuperar palavras e expressões favoritas de Monteiro Lobato. Para isso, o programa contava com o apoio de uma equipe especializada em lingüística, ciência, educação, psicologia, pesquisa e sociologia, e a seleção do conteúdo de cada capítulo era feita pelos autores e pelo grupo de apoio pedagógico.
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R.I.P Mitch Mitchell
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