Eu sou um poeta doido!
Pelas coisas belas e justas.
Desses que quando versejam
É como se quisessem sacudir o mundo
Gosto de tudo que é natural
Dou importância ao simples
Mas que é tão grandioso
Como o nascer do sol
Respeito o cantar das cigarras
E Cantam em Si as Cigarras,
Regidas pelos pássaros
Que tocam a primavera a luzir
Detenho-me ao coaxar dos sapos nas lagoas
Ao brilho verdejante dos vaga-lumes
Em noites sertanejas
Trazendo lembranças de meninice
Fico admirando as trovoadas
Com seus relâmpagos fascinantes
Prometendo um cheiro de campo molhado
E meu peito, transborda emoções de toda natureza
Sou assim: meio bicho, tão homem!
Enamorado pela força feminina
E prefiro acreditar que as pessoas
São boas... E ao velho irmão Sol sou...
Eu sou um poeta doido!
Pelas coisas belas e justas.
Desses que quando versejam
É como se quisessem sacudir o mundo
Gosto de tudo que é natural
Dou importância ao simples
Mas que é tão grandioso
Como o nascer do sol
Respeito o cantar das cigarra...