Isso não tem nada a ver. Nada... O sujeito pode se comunicar em qualquer espaço (blog, site, canal, profile), mas o seu isolamento (ou não) será sempre definido pelas relações sociais simples que ele tem - cotidianas. Só se rompe relativamente o isolamento com coisas como compromisso, seja de amizade, seja de trabalho, que só podem ser feitas por aqueles que, de fato, se conhecem.
A net pode funcionar, para muitos e muitos, como ponto de fuga do fracasso das relações interpessoais.
Assim, ela não resolve o problema, mas aprofunda-o.
Quantos vêm adicionar-me só pq acharam legal o canal, um comentário ou outro... mas com quantos desses eu me comunico, ainda que por escrito? Vi, com outros usuários, que isso se repete. As redes não são legítimas sem as relações interpessoais. E os contatos realmente válidos são aqueles que normalmente já existiam antes - no cotidiano.
OBS: se você tentar desvirtualiza-los, irá ver reações como medo e desconfiança.
A regra é manter-se à distância dos que não se conhece. Os casos policiais ajudaram a aumentar essa paranóia e, como reação, a busca em saber o que os outros estão fazendo se tornou uma obsessão. No caso dos conhecidos, vê-se que passam horas a ver o que os colegas fazem de mais banal e idiota nas páginas pessoais, SEMPRE presumindo uma convivência e uma intimidade já dadas pelo cotidiano.
Vi os outros pontos da entrevista, mas discordo radicalmente do Marcelo.
Esse pai que reclama do filho, no primeiro vídeo, reflete uma preocupação comum a tantos outros. É um fenômeno bastante recente, de resultados incertos (se informar sobre hikikomoris e slackers), que demonstra traços antisociais em países onde o consumo da net e de eletrônicos é amplamente popularizado.
Estamos nesse caminho?
O trabalho determina o cotidiano, que determina as amizades, que determina o isolamento. O espaço para surpresas, boas ou ruins, está restrito a eventos, talvez
A ausência disso implica um isolamento crescente. Com isso existem as fobias e paranóias criadas da sensação de "desproteção" (o medo da rua, do convívio, do outro), uma visão viciosamente surreal do mundo fora das paredes do apartamento. Vivi uma experiência assim (e vivo) com relação a uma pessoa.
Sair disso me parece possível só bem longe dos grande centros urbanos, do modo de vida urbano. No mais, esse processo vem sendo consagrado e tudo indica, chegaremos àquele estágio.
Isso não tem nada a ver. Nada... O sujeito pode se comunicar em qualquer espaço (blog, site, canal, profile), mas o seu isolamento (ou não) será sempre definido pelas relações sociais simples que ele tem - cotidianas. Só se rompe relativamente o isolamento com coisas como compromisso, seja de amizade, seja de trabalho, que só podem ser feitas por aqueles que, de fato, se conhecem.
A net pode funcionar, para muitos e muitos, como ponto de fuga do fracasso das relações interpessoais.
ElvisTrivelin 1 year ago
Assim, ela não resolve o problema, mas aprofunda-o.
Quantos vêm adicionar-me só pq acharam legal o canal, um comentário ou outro... mas com quantos desses eu me comunico, ainda que por escrito? Vi, com outros usuários, que isso se repete. As redes não são legítimas sem as relações interpessoais. E os contatos realmente válidos são aqueles que normalmente já existiam antes - no cotidiano.
OBS: se você tentar desvirtualiza-los, irá ver reações como medo e desconfiança.
ElvisTrivelin 1 year ago
A regra é manter-se à distância dos que não se conhece. Os casos policiais ajudaram a aumentar essa paranóia e, como reação, a busca em saber o que os outros estão fazendo se tornou uma obsessão. No caso dos conhecidos, vê-se que passam horas a ver o que os colegas fazem de mais banal e idiota nas páginas pessoais, SEMPRE presumindo uma convivência e uma intimidade já dadas pelo cotidiano.
Vi os outros pontos da entrevista, mas discordo radicalmente do Marcelo.
ElvisTrivelin 1 year ago
Esse pai que reclama do filho, no primeiro vídeo, reflete uma preocupação comum a tantos outros. É um fenômeno bastante recente, de resultados incertos (se informar sobre hikikomoris e slackers), que demonstra traços antisociais em países onde o consumo da net e de eletrônicos é amplamente popularizado.
Estamos nesse caminho?
O trabalho determina o cotidiano, que determina as amizades, que determina o isolamento. O espaço para surpresas, boas ou ruins, está restrito a eventos, talvez
ElvisTrivelin 1 year ago
A ausência disso implica um isolamento crescente. Com isso existem as fobias e paranóias criadas da sensação de "desproteção" (o medo da rua, do convívio, do outro), uma visão viciosamente surreal do mundo fora das paredes do apartamento. Vivi uma experiência assim (e vivo) com relação a uma pessoa.
Sair disso me parece possível só bem longe dos grande centros urbanos, do modo de vida urbano. No mais, esse processo vem sendo consagrado e tudo indica, chegaremos àquele estágio.
ElvisTrivelin 1 year ago