rápidas a formar grandes espaços que valorizassem o padrão, impelindo, assim, qualquer
desabrochar de especificidade nacional, Brasília, nasce seguindo a linha de produção e
sob os moldes dos galpões do inicio da revolução industrial francesa. Galpões que em seus primórdios regem três princípios de organização espacial: o político, o técnico e a
vigilância de idas e vindas das pessoas e mercadorias.
Por uma questão , entre outras, geopolíticas a capital do Brasil é deslocada do Rio de
Janeiro para o centro oeste do território nacional. O período histórico do qual é realizada tal transição consiste na base da industrialização da região sudeste,
sobretudo. Quando cito a região sudeste refiro-me a basicamente a duas cidades: são Paulo e Rio de Janeiro, ambas incomparáveis a qualquer cidade de um pais desenvolvido,
Seja por quantidade de produção ou pela maneira de como é reduzido tais produtos. Vale ressaltar que o período se enquadra desde a campanha política de JK com
seu slogan de campanha Brasil, 50 anos em 5 junto com a chegada a primeira montadora de automóveis. Que como o próprio nome diz não produz, apenas monta. Se a produção de riqueza, segundo Karl Marx, esta na quantidade de trabalho agregado á matéria, a
industria brasileira na segunda metade do século XX é uma piada.
Portanto, relacionar linhas modernistas da capital do pais, com sua base nos galpões
da industria francesa do século XIX, à industrialização e desenvolvimento da nação vemos que esta fora de cogitação, uma vez que nosso produto em pauta de exportação aquela época ainda estava fincado no setor primário.
de respaldo à identificação nacional. O que existia era uma intencionalidade de progresso positivista, atrelado ao desenvolvimento industrial que beneficiaria a recém formada classe média brasileira. Ambos, mais tarde constatada, a chaga de um período histórico.
A marcha de Deus e a família possibilitou a subida do militarismo ao poder. Quando a classe média percebeu o feito já era tarde e, com isso, foi obrigada a amargar longos anos de ditadura.
A segunda desmistificação que busco constatar se dá ao fato do deslocamento executivo, judiciário e administrativo do poder.
deslocamento espacial, que deixa o centro de decisões políticas longe da massa, seja por regras de indumentárias, das quais obriga um povo que até então era tido como
o país dos banguelas a usarem calças para adentrar em um espaço dito democrático, ou
ainda, na forma planejada da cidade que possibilita, como o único ponto de aglomeração,
O povo, desde sua construção, nunca ocupou outra posição senão a periférica. Enquanto conjuntos habitacionais eram construídos por milhares de trabalhadores vindos,
em sua maioria, do nordeste do país burocratas desfrutavam da maravilha moderna construída para poucos.
Por fim, o principio técnico que facilitava a circulação da matéria-prima entre as oficinas de processamento foi facilitada pelo inicio da racionalização do espaço.
A industria têxtil francesa tomava as diretrizes do que mais tarde seria quesito
fundamental em qualquer espaço produtivo da industria moderna.
Enquanto o plano diretor da cidade de Brasília tomava, como fundamento, a ordem de construir a partir da
racionalização para se produzir mais rápido e em larga escala. Aqui há a divergência de períodos distintos, mas que segue a linha de produção sob o mesmo aspecto:
viabilidade da produção máxima.
Se Brasília tivesse sido construída com respaldos nacionais teríamos no lugar do palácio do planalto uma grande oca que estaria sempre aberta às discussões desse povo.
E àqueles que divergem da linha de raciocínio traçada para unir as duas construções,
usando como respaldo teórico o suporte. Podendo citar até mesmo que há um deslocamento
em tempo absurdo desde a criação do cimento, o concreto. Peço que visitem um modernista que ultrapassou a simples blasfêmia de que a idéia estava vinculada ao material exposto
Brasília: esquizofrenia arquitetônica
Demência precoce, a qual, segundo Bleuler, seria um deslocamento ou figuração das
funções psíquicas. Foi essa a doença que assolou Lucio Costa, o idealizador de Brasília
e o inexperiente executor do projeto Oscar Niemeyer. Ao aceitar os desafio da técnica e da máquina,
arquitetos como eles e Lê Combusier riscaram o Brasil em pranchetas francesas, ambos pagos com dinheiro do povo.
jeffcausador 2 years ago
Jeremy Bentham em Panoption (1791) pensa resolver problemas relacionados à disciplina
da prisão e ele diz, de todas as coletividades onde existem problemas de fiscalização
por um simples projeto arquitetônico o inspetor vê sem ser visto.[1] É através dessa
frase que traço paralelo entre o contexto histórico nacional e a formação do espaço
industrial na França.
jeffcausador 2 years ago
De maneira a compor a insanidade e o desproposito da criação donde, o subterfúgio usado, era a ordem do progresso modernista.
Nascida alguns anos antes do golpe militar brasileiro, a cidade racionalizada brotou do
centro oeste como uma flor mecânica, em 18% de umidade relativa do ar.
jeffcausador 2 years ago
Composta por linhas
rápidas a formar grandes espaços que valorizassem o padrão, impelindo, assim, qualquer
desabrochar de especificidade nacional, Brasília, nasce seguindo a linha de produção e
sob os moldes dos galpões do inicio da revolução industrial francesa. Galpões que em seus primórdios regem três princípios de organização espacial: o político, o técnico e a
vigilância de idas e vindas das pessoas e mercadorias.
jeffcausador 2 years ago
Por uma questão , entre outras, geopolíticas a capital do Brasil é deslocada do Rio de
Janeiro para o centro oeste do território nacional. O período histórico do qual é realizada tal transição consiste na base da industrialização da região sudeste,
sobretudo. Quando cito a região sudeste refiro-me a basicamente a duas cidades: são Paulo e Rio de Janeiro, ambas incomparáveis a qualquer cidade de um pais desenvolvido,
àquela época.
jeffcausador 2 years ago
Seja por quantidade de produção ou pela maneira de como é reduzido tais produtos. Vale ressaltar que o período se enquadra desde a campanha política de JK com
seu slogan de campanha Brasil, 50 anos em 5 junto com a chegada a primeira montadora de automóveis. Que como o próprio nome diz não produz, apenas monta. Se a produção de riqueza, segundo Karl Marx, esta na quantidade de trabalho agregado á matéria, a
industria brasileira na segunda metade do século XX é uma piada.
jeffcausador 2 years ago
Portanto, relacionar linhas modernistas da capital do pais, com sua base nos galpões
da industria francesa do século XIX, à industrialização e desenvolvimento da nação vemos que esta fora de cogitação, uma vez que nosso produto em pauta de exportação aquela época ainda estava fincado no setor primário.
jeffcausador 2 years ago
Assim , excluímos a primeira possibilidade
de respaldo à identificação nacional. O que existia era uma intencionalidade de progresso positivista, atrelado ao desenvolvimento industrial que beneficiaria a recém formada classe média brasileira. Ambos, mais tarde constatada, a chaga de um período histórico.
jeffcausador 2 years ago
A industria fomentada por capital estrangeiro, atrasando assim a concepção que temos
hoje de desenvolvimento auto-sustentável e a formação dessa classe que, sobretudo,
conservadora se entupia de bossa-nova, enquanto comprava eletrodomésticos deixando que
os militares matassem e censurassem aqueles que não se contentavam com a chegada da
televisão.
jeffcausador 2 years ago
A marcha de Deus e a família possibilitou a subida do militarismo ao poder. Quando a classe média percebeu o feito já era tarde e, com isso, foi obrigada a amargar longos anos de ditadura.
A segunda desmistificação que busco constatar se dá ao fato do deslocamento executivo, judiciário e administrativo do poder.
jeffcausador 2 years ago
Instalada no centro do país, o local que por si só concentra dificuldades de locomoção, uma vez sabido que todo o desenvolvimento de
transporte, após campanha de industrialização é passado por linhas de rodovias que
sustenta a campanha de desenvolvimento automobilístico. Deixando longe dos olhos do
povo qualquer tipo de possíveis contestações que interfira no processo político. O que
dificulta a intervenção direta no processo democrático.
jeffcausador 2 years ago
Enquanto fabricas eram ocupadas por famílias inteiras que trabalhavam com seus próprios
instrumentos de trabalho, Brasília seguia não so os mesmos passos da arquitetura, mas com
o nepotismo tão corriqueiro ainda em nossos dias. Lá, explorados integralmente pelo
sistema de produção que fazia dos pais tiranos de seus próprios filhos. Aqui, os bem-aventurados parasitas exploradores de uma nação.
jeffcausador 2 years ago
É assim, portanto, que a frase
citada de Jeremy Bentham faz todo o sentido, entretanto, como a esquizofrenia dos
arquitetos, tal frase é aplicada no sentido contrário. Se o projeto arquitetônico propõe
a inspeção aos inspecionados como finalidade de melhorar essa função, na capital do país
o projeto arquitetônico dificulta o dever de qualquer cidadão.
jeffcausador 2 years ago
Seja por uma questão de
deslocamento espacial, que deixa o centro de decisões políticas longe da massa, seja por regras de indumentárias, das quais obriga um povo que até então era tido como
o país dos banguelas a usarem calças para adentrar em um espaço dito democrático, ou
ainda, na forma planejada da cidade que possibilita, como o único ponto de aglomeração,
a rodoviária.
jeffcausador 2 years ago
O povo, desde sua construção, nunca ocupou outra posição senão a periférica. Enquanto conjuntos habitacionais eram construídos por milhares de trabalhadores vindos,
em sua maioria, do nordeste do país burocratas desfrutavam da maravilha moderna construída para poucos.
jeffcausador 2 years ago
Por fim, o principio técnico que facilitava a circulação da matéria-prima entre as oficinas de processamento foi facilitada pelo inicio da racionalização do espaço.
A industria têxtil francesa tomava as diretrizes do que mais tarde seria quesito
fundamental em qualquer espaço produtivo da industria moderna.
jeffcausador 2 years ago
Enquanto o plano diretor da cidade de Brasília tomava, como fundamento, a ordem de construir a partir da
racionalização para se produzir mais rápido e em larga escala. Aqui há a divergência de períodos distintos, mas que segue a linha de produção sob o mesmo aspecto:
viabilidade da produção máxima.
Se Brasília tivesse sido construída com respaldos nacionais teríamos no lugar do palácio do planalto uma grande oca que estaria sempre aberta às discussões desse povo.
jeffcausador 2 years ago
E àqueles que divergem da linha de raciocínio traçada para unir as duas construções,
usando como respaldo teórico o suporte. Podendo citar até mesmo que há um deslocamento
em tempo absurdo desde a criação do cimento, o concreto. Peço que visitem um modernista que ultrapassou a simples blasfêmia de que a idéia estava vinculada ao material exposto
junto a ela.
jeffcausador 2 years ago
A idéia, quando libertária, não se prende em côncavo e convexo, pode estar em um bidê.
[1] Jeremy Bentham, Lê Panoptique ou I´Oeil du pouvoir, Paris, Belfond, 1977, com um
prefácio de Michel Foucault.
jeffcausador 2 years ago