Added: 4 years ago
From: revistacritica
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  • Lisboa Que Amanhece Cansados vão os corpos para casa Dos ritmos imitados doutra dança A noite finge ser Ainda uma criança de olhos na lua Com a sua Cegueira da razão e do desejo A noite é cega, as sombras de Lisboa São da cidade branca a escura face Lisboa é mãe solteira Amou como se fosse a mais indefesa Princesa Que as trevas algum dia coroaram
  • REFRÃO:

    Não sei se dura sempre esse teu beijo

    Ou apenas o que resta desta noite

    O vento, enfim, parou

    Já mal o vejo

    Por sobre o Tejo

    E já tudo pode ser

    Tudo aquilo que parece

    Na Lisboa que amanhece

    ...

  • O Tejo que reflecte o dia à solta æ noite é prisioneiro dos olhares Ao Cais dos Miradoiros Vão chegando dos bares os navegantes Amantes Das teias que o amor e o fumo tecem E o Necas que julgou que era cantora Que as dádivas da noite são eternas Mal chega a madrugada Tem que rapar as pernas para que o dia Não traia Dietriches que não foram nem Marlénes REFRÃO...
  • Em sonhos, é sabido, não se morre Aliás essa é a Única vantagem De após o vão trabalho O povo ir de viagem ao sono fundo Fecundo Em glórias e terrores e aventuras E ai de quem acorda estremunhado Espreitando pela fresta a ver se é dia E as simples ansiedades Ditam sentenças friamente ao ouvido Ruído Que a noite se acostuma e transfigura REFRÃO
  • Obrigado pelo trabalho que deu...

    Assim ficou muito melhor.

    Bem haja!

  • O prazer é meu!

    Obrigado!

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