Este José Maurício não é o famoso homónimo brasileiro, mas sim um compositor português de Coimbra. Por favor veja o meu vídeo com o José Maurício do Brasil em Lição nº 5 para cravo.
LOl, era tanto Brasileiro como Português, aliás, era mais português que brasileiro já que ele nasceu no Brasil Colónia, que à época era Portugal também. Além disso viveu a maioria da sua vida como sendo português, já que o Brasil só deixou de ser Portugal em 1822 e ele morreu logo em 1930...vai ver foi do desgosto de deixar de ser português...hehehe
Não, pelo contrário. A nação Escocesa nada tem a ver com a nação Inglesa, são ambas independentes uma da outra, tal como a Galesa. O que vc poderia dizer era que os escoseses na mesma lógica são também Britânicos, o que é verdade. Ou seja, realmente ele era brasileiro, não como nacionalidade, mas como nado, no fundo, esse carácter brasileiro que ele apresentava era igual ao mesmo que um Algarvio, ambos de regiões da Nação Portuguesa.
Nação é diferente de Estado, meu caro. A distinção entre esses dois conceitos é básica. A existência duma nação não depende nem do surgimento nem do desaparecimento deste ou daquele Estado. Portanto, se o Brasil era colônia até 1822 ou não diz respeito a mudanças de soberania territorial, logo, de Estado. As nacionalidades e etnias ficam intactas. Aliás, de 1808 a 1822 o Brasil é que foi a sede do Império. Os lusos "viraram" brasileiros por 14 anos? Um Estado pode ter várias nações, lembre-se.
Eu sei que nação e estado não são o mesmo. E por isso mesmo trouxe o caso da Escósia, que é uma nação mas não um Estado. Já o Brasil não é nem nunca foi uma nação, por isso mesmo é uma FEDERAÇÃO. Um conjunto de diferentes nações e seus povos unidos pelo mesmo ESTADO.
@Homoclassicus Quanto aos portugueses terem sido "brasileiros" é a coisa mais aburda que poderia ter dito. Primeiro, porque como vocês mesmo disse uma nação não muda apenas com a transição de poder, e segundo porque Portugal tinha o mesmo estatuto do Brasil, eram reinos, e logo não havia subalternos.
@l23722 Apenas usei esse artifício para mostrar o absurdo de se tentar confundir nacionalidades com as vicissitudes de um Estado. Você está correto quanto a ambos serem reinos, mas convenhamos que ninguém em 1815 era luso-brasileiro-algarvio, mas sim cada um com sua nação própria, por mais próximas culturalmente e politicamente que fossem.
@Homoclassicus Não, a maneira como empregou o exemplo não faz qualquer sentido. Obviamente das duas uma: Ou é você quem não sabe o que é estado e nação, ou então não entende que o cerne da questão está numa nacionalidade, que é algo politico e intimamente ligado a Estado. José Maurício era português de nacionalidade porque o seu estado era o português, e não porque a sua nação era a portuguesa.
PS: Alrgarvios também são e eram lusos...Logo a história da luso-brasileiro-algarvio naõ faz sentido
@l23722 Mais uma besteira. Falo de nação, não de questões de Estado. A seu ver, de fato todos os indianos nascidos antes de 1947 nunca foram indianos, de jeito nenhum, mas sim pura e totalmente britânicos. Sua mente está tão impregnada do conceito relativamente moderno e ainda não disseminado em todos os lugares do mundo de Estado-nação, onde se estreitou a relação entre nacionalidade e Estado. Mas essa é uma construção histórica, e não um fato por si mesmo. É isso. Nada mais a discutir.
@Homoclassicus Os indianos não são como o Brasil meu caro. India já existia, o Brasil é uma criação europeia. Já a Índia tinha comercio de especiarias e demais produtos ainda os europeus andavam de espada em punho aos pirros entre si. India enquanto espaço cultural e Indiano enquanto identidade, é mais velho que os próprios países europeus, e por isso mesmo é um péssimo exemplo para você utilizar.
A Índia no passado era uma localização geográfica. Como país a identidade indiana começou a se formar há poucos séculos, visto que durante a maior parte de sua história a Índia foi formada por dezenas de reinos e principados separados. Há inclusive dois troncos étnico-linguísticos totalmente separados, o indo-ariano e o dravídico, e até hoje o país pena para construir uma identidade única. A antiguidade da identidade não importa, e sim sua solidez, e a do Brasil é bem mais forte e homogênea.
@Homoclassicus A Índia estava dividida em vários reinos, mas todos eram Transhimalaios, todos Indianos, e a unificação do subcontinente, politicamente, já tinha sido tentada várias vezes, o que prova uma transversalidade cultural.
@l23722 Bom, você deve saber que há até hoje inúmeras disputas fratricidas entre etnias muito distintas na Índia. Há diversas semelhanças culturais pela proximidade geográfica, mas as distinções são grande a ponto de existir troncos linguísticos inteiramente distintos e que não chegam a ser sequer remotamente semelhantes. Os indo-arianos e os dravídicos ainda hoje possuem na Índia uma certa disputa sobre quem são os "verdadeiros indianos", o que mostra que eles não estão lá muito bem integrados.
@Homoclassicus Ter 2 línguas de ramos diferentes não é impeditivo de compartilhar uma nação. A China, tem 2 grandes ramos linguísticos onde se encontram o Cantonês e o Mandarim, e no entanto há 5000 anos que é uma nação (exclua-se o Tibete por razões óbvias). O mesmo se passa na Índia, com a agravante que na índia existe uma base cultural alargada, uma uniformidade genética indiscutível e um sentimento de pertença em relação à nacionalidade "Indiana", raro.
@l23722 Você está confundindo língua com ramo. Praticamente toda a população chinesa fala línguas de um mesmo ramo descendente do proto-sínico: o cantonês e o mandarim são línguas de uma mesma família e até descendem do mesmo ancestral. Na Índia, estou falando de dois troncos linguísticos tão distintos quanto o indo-europeu é do altaico . Se vc pesquisar na internet, verá que há tremendas desavenças entre indo-arianos e dravídicos reclamando a "autêntica origem indiana". É algo notório!
@l23722 Mas que besteira. O Brasil indubitavelmente já tinha uma cultura e etnicidade distinta da de Portugal, embora próxima. Divisões políticas são inócuas, porque historicamente se modificam bastante, então é evidente que a identidade étnica é que importa para definirmos essa questão no passado. Espero que esteja brincando. Portugal certamente tem também seus gênios e não precisaria contorcer os fatos nem se arvorar no passado colonial para contar com alguns grandes nomes para si. Ou precisa?
@Homoclassicus O Brasil não tem um cultura hoje em dia, muito menos naquela altura. Aliás, o Brasil é uma manta de retalhos de culturas. Cultura Brasileira vai desde a Tarantela Italiana, à Chotiça Portuguesa, ao Africanismo e Nativisto. Este seu comentário de "Cultura brasileira distinta" é tudo mesmo algo que possa ser levado em conta.
@l23722 Talvez seu problema é achar que diversidade cultural significa inexistência de nacionalidade. A homogeneidade, a monotonia não são mesmo atributos da cultura do Brasil, muito menos as desejamos. Deixamos que outros países lutem pelas suas "identidades" que significam na verdade a admissão de um só tipo de cultura. Há uma só identidade nacional no Brasil, mas abarcando diversas culturas, hoje similares entre si. Somos como os EUA: um só sentimento nacional, mas várias culturas. Que bom!
@Homoclassicus Nação, é algo relativo a UM povo. Nação é o espaço geográfico de UM povo, e como qualquer pessoa sabe UM povo, caracteriza-se pela uniformidade cultural e genética. Com isto depreende-se que o Brasil não é UM povo mas sim vários povos, e como tal não tem uma nação e nunca terá, porque promovem de tal forma uma ordem de mosaico, que nunca os vários povos se poderão apropriar de um espaço geográfico e formar uma nação.
Claro, o velho conceito europeizado de que uma nação só se constrói com gente geneticamente e culturalmente uniforme. Não me impressiona que até hoje seja um dilema na Europa a integração com culturas distintas. No Brasil, recebemos gente de mais de 70 países, absorvemos muito de sua cultura, deixamos que as continuem praticando se quiserem. E, como os EUA e outras nações fortes, construímos uma só identidade calcada na multiplicidade. Que pena que não tenham aprendido isso.
@Homoclassicus O conceito nação, diferenciado de estado, nasceu na Europa. Os famosos Estado-Nação, são uma criação Europeia. É natural que a definição a seguir seja a Europeia.
@l23722 Quanto à questão genética, você adentrou num espaço complicado, especialmente porque, por esse critério, Portugal e Espanha especialmente, assim como todo o resto da Europa, estariam excluídos como nações que representam, como diz você, "um só povo". Estudos genéticos e históricos confiáveis já feitos na Península Ibérica demonstram que as populações daí, variando conforme a região, são basicamente uma mistura de indígenas, celtas, latinos, berberes, árabes, judeus, germânicos, etc.
@Homoclassicus Não existe, em nenhum estado europeu excepto a Roménia (com a enorme comunidade cigana), a Noruega, a Suécia e a Finlândia (com o povo asiático Sami), e Rússia (com os asiáticos), que não seja uniformizado genéticamente. O facto de haver miscigenação não impede a existência de uma nação. O que impede a existência de uma nação é exactamente a não miscigenação, que leva a grupos culturais, étnicos e raciais diferentes, que é o que acontece no Brasil. Um mosaico como já tinha dito.
@l23722 A não miscigenação no Brasil? Você deve estar brincando, já que quase 50% da população brasileira é parda, mestiça de negros, brancos e indígenas, e outra tanta parcela da população branca e negra possui tais fenótipos mas é comprovadamente miscigenada. Francamente, você só pode não conhecer nenhum pouco o Brasil ou acha que o conhece mas ficou na superfície do entendimento sobre o país...
@Homoclassicus 50% do Brasil não é miscigenado. O Brasil é um mosiaico como disse. O sua indignação e consequente explicação só mostra o que digo. O Brasil não tem uniformidade demográfica, étnica ou racial.
@l23722 Não tem uniformidade racial, isso é fato. O que não entendo é como isso significa que há pouca miscigenação se esse é um dos atributos internacionalmente mais reconhecidos à demografia brasileira, bem como não entendo como, do ponto de vista seu do que é "nação", o fato de haver uma grande diversidade genética e cultural impede que haja um só sentimento de pertença e identidade nacional. Talvez você precise visitar mais lugares como o Brasil, EUA ou Venezuela para ver como isso é normal.
@Homoclassicus Venezuela é muito mais uniformizada do que o Brasil, e muito mais ainda que os EUA. E vamos lá a ver se nos entendemos de uma vez por todas. O Facto de não haver nação não implica que não haja uma "identidade" comum. o facto é que essa identidade, a "identidade brasileira", está inteiramente ligada ao estado. Não existe no Brasil continuidade demográfica ou cultural. Facto!
@l23722 A nossa divergência, como já ficou claro, está no fato de que você considera a uniformidade cultural e genética uma premissa para existir a nação, enquanto eu considero que há nações, embora não todas, que formam um sentimento de pertença e de identidade como uma só nação apesar de serem cultural e geneticamente diversas (são exemplos 2 países relevantes, Brasil e EUA). Tanto assim é que no Brasil se distinguem as "nações indígenas" nativas da "nação brasileira". Até mais!
@Homoclassicus Isso deve-se ao facto de querer ignorar o facto de que o conceito de "nação" foi forjado por europeus, dos quais os portugueses formaram o primeiro "estado-nação".
@Homoclassicus Celtas, Romanos, Berberes, Árabes, Judeus e Germânicos não existem em Portugal, nem Espanha, nem em lado nenhum da Europa. Eles fundiram-se. Por outro lado existe UM povo herdeiro de todoes eles.
Agora vá ao Rio Grande do Sul e diga a um descendente de Alemães que tem a mesma cultura dos negros da Bahía, veja a reacção e pense se são realmente ambos o mesmo povo.
@l23722 Eu rebati sua fala sobre uniformidade GENÉTICA, algo ultrapassado e que não existe na Península Ibérica, como é bem sabido. Quanto aos brasileiros, posso lhe afirmar qual a reação da maior parte, e que pode soar esquisita para pessoas de pequenos países homogêneos: gaúchos e baianos diriam que não têm a mesma cultura mas compartilham a identidade brasileira. Uma nação se faz com laços de identidade e suporta vastas diferenças culturais, contanto que não cheguem a ser fator de separação.
@Homoclassicus Uniformidade genética pode existir com miscigenação. Uniformidade genética tem a haver com uma semelhança genética entre pessoas. Se todas as pessoas descenderem de 50 povos diferentes haverá uniformidade genética na mesma, que é o que acontece em na Peninsula Ibérica (como é bem sabido, como você diz).
Quanto à ´"identidade brasileira", continua a não entender a diferença entra nação e estado. A identidade brasileira advém do ESTADO, porque NAÇÃO implica uniformidade cultural.
@l23722 O engraçado é que você diz que a identidade brasileira só tem a ver com o Estado, não perfazendo uma verdadeira nação, mas empiricamente há muito menos intensidade de movimentos separatistas no Brasil - e olhe que somos um país gigantesco, onde pessoas do Rio Grande do Sul podem viver e morrer sem ver uma de Roraima! - do que nas nações que você diz "uniformes genética e culturalmente" como a Espanha, Itália, etc. O separatismo aqui desde ~1850 não vinga mais, mas na Europa floresce...
@Homoclassicus O Brasil tem separatismo, e não é pouco. Não adianta negar que não haja separatismos no Brasil quando existem centenas de "mortes de ódio" dentro da comunidade nordestina no sul do Brasil. O Rio Grande do Sul até já foi uma República (é brincadeira dizer que não há separatismos).
Quanto a Espanha e Itália, quando foi que eu disse que elas eram uma nação? Eu nem sequer considero Espanha um Estado de Facto, quanto mais uma nação...
@l23722 Bom, você disse que a Península Ibérica é uniforme geneticamente, o que para você é requisito para se formar uma nação... Como visto, foi você que disse algo que não se encaixa na Espanha, exemplo máximo de um Estado onde há várias nações, essas sim com identidades, línguas e culturas bastante distintas (inclui até uma língua e um povo não-indo-europeu, o basco). :-)
@Homoclassicus Eu disse que uniformidade genética é um dos requesitos, não o único. Espanha não tem uma identidade cultural contínua como Portugal. Se no sul cantam e dançam ao som das Sevilhanas e Flamenco de origem Cigana (que por sua vez são de origem indiana), no norte tocam gaita-de-foles e sentem-se mais portugueses que espanhóis, (nomeadamente a Galiza).
@l23722 Engraçado. Você não parece compreender como um país vem de diversas origens, mas pode manter as tradições estrangeiras e ao mesmo tempo absorvê-las para criar culturas regionais próprias, definitivamente brasileiras. Conhece por acaso, para ficarmos só na música, o forró, o sertanejo, o bumba-meu-boi, o xote, a seresta, o choro, o baião e outros estilos folclóricos do Brasil? Ainda que tenham origem estrangeira, formaram-se coisas novas. Essa capacidade lhe parece "incomum"? Pois não é.
Não percebo bem a letra
LiradeTerpsichore 2 years ago
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padre maurisio
grande basileiro
fredalbano 3 years ago
Este José Maurício não é o famoso homónimo brasileiro, mas sim um compositor português de Coimbra. Por favor veja o meu vídeo com o José Maurício do Brasil em Lição nº 5 para cravo.
XVIIIMusica 3 years ago
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ele era Brasileiro
filho de uma escrava
mas nunca foi escravo
viva este grande Brasileiro
este mulato
brasileiro
grande genio.
fredalbano 3 years ago
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ele era um grande genio
viva o grande brasileiro
fredalbano 3 years ago
LOl, era tanto Brasileiro como Português, aliás, era mais português que brasileiro já que ele nasceu no Brasil Colónia, que à época era Portugal também. Além disso viveu a maioria da sua vida como sendo português, já que o Brasil só deixou de ser Portugal em 1822 e ele morreu logo em 1930...vai ver foi do desgosto de deixar de ser português...hehehe
l23722 3 years ago 6
Por essa mesma linha de raciocínio, teríamos que escoceses e irlandeses são também ingleses até hoje... o que obviamente não é o caso.
Se nasceu no Brasil, colônia ou não de Portugal, era brasileiro.
Isso, contudo, não justifica a provável grosseria de fredalbano que despertou tanta reprovação por aqui.
abraços e saudações d'além-mar
DashFacade 2 years ago
Não, pelo contrário. A nação Escocesa nada tem a ver com a nação Inglesa, são ambas independentes uma da outra, tal como a Galesa. O que vc poderia dizer era que os escoseses na mesma lógica são também Britânicos, o que é verdade. Ou seja, realmente ele era brasileiro, não como nacionalidade, mas como nado, no fundo, esse carácter brasileiro que ele apresentava era igual ao mesmo que um Algarvio, ambos de regiões da Nação Portuguesa.
Cumprimentos lusos
l23722 2 years ago
Nação é diferente de Estado, meu caro. A distinção entre esses dois conceitos é básica. A existência duma nação não depende nem do surgimento nem do desaparecimento deste ou daquele Estado. Portanto, se o Brasil era colônia até 1822 ou não diz respeito a mudanças de soberania territorial, logo, de Estado. As nacionalidades e etnias ficam intactas. Aliás, de 1808 a 1822 o Brasil é que foi a sede do Império. Os lusos "viraram" brasileiros por 14 anos? Um Estado pode ter várias nações, lembre-se.
Homoclassicus 9 months ago
Eu sei que nação e estado não são o mesmo. E por isso mesmo trouxe o caso da Escósia, que é uma nação mas não um Estado. Já o Brasil não é nem nunca foi uma nação, por isso mesmo é uma FEDERAÇÃO. Um conjunto de diferentes nações e seus povos unidos pelo mesmo ESTADO.
l23722 9 months ago
@Homoclassicus Quanto aos portugueses terem sido "brasileiros" é a coisa mais aburda que poderia ter dito. Primeiro, porque como vocês mesmo disse uma nação não muda apenas com a transição de poder, e segundo porque Portugal tinha o mesmo estatuto do Brasil, eram reinos, e logo não havia subalternos.
l23722 9 months ago
@l23722 Apenas usei esse artifício para mostrar o absurdo de se tentar confundir nacionalidades com as vicissitudes de um Estado. Você está correto quanto a ambos serem reinos, mas convenhamos que ninguém em 1815 era luso-brasileiro-algarvio, mas sim cada um com sua nação própria, por mais próximas culturalmente e politicamente que fossem.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Não, a maneira como empregou o exemplo não faz qualquer sentido. Obviamente das duas uma: Ou é você quem não sabe o que é estado e nação, ou então não entende que o cerne da questão está numa nacionalidade, que é algo politico e intimamente ligado a Estado. José Maurício era português de nacionalidade porque o seu estado era o português, e não porque a sua nação era a portuguesa.
PS: Alrgarvios também são e eram lusos...Logo a história da luso-brasileiro-algarvio naõ faz sentido
l23722 9 months ago
@l23722 Mais uma besteira. Falo de nação, não de questões de Estado. A seu ver, de fato todos os indianos nascidos antes de 1947 nunca foram indianos, de jeito nenhum, mas sim pura e totalmente britânicos. Sua mente está tão impregnada do conceito relativamente moderno e ainda não disseminado em todos os lugares do mundo de Estado-nação, onde se estreitou a relação entre nacionalidade e Estado. Mas essa é uma construção histórica, e não um fato por si mesmo. É isso. Nada mais a discutir.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Os indianos não são como o Brasil meu caro. India já existia, o Brasil é uma criação europeia. Já a Índia tinha comercio de especiarias e demais produtos ainda os europeus andavam de espada em punho aos pirros entre si. India enquanto espaço cultural e Indiano enquanto identidade, é mais velho que os próprios países europeus, e por isso mesmo é um péssimo exemplo para você utilizar.
l23722 9 months ago
A Índia no passado era uma localização geográfica. Como país a identidade indiana começou a se formar há poucos séculos, visto que durante a maior parte de sua história a Índia foi formada por dezenas de reinos e principados separados. Há inclusive dois troncos étnico-linguísticos totalmente separados, o indo-ariano e o dravídico, e até hoje o país pena para construir uma identidade única. A antiguidade da identidade não importa, e sim sua solidez, e a do Brasil é bem mais forte e homogênea.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus A Índia estava dividida em vários reinos, mas todos eram Transhimalaios, todos Indianos, e a unificação do subcontinente, politicamente, já tinha sido tentada várias vezes, o que prova uma transversalidade cultural.
l23722 9 months ago
@l23722 Bom, você deve saber que há até hoje inúmeras disputas fratricidas entre etnias muito distintas na Índia. Há diversas semelhanças culturais pela proximidade geográfica, mas as distinções são grande a ponto de existir troncos linguísticos inteiramente distintos e que não chegam a ser sequer remotamente semelhantes. Os indo-arianos e os dravídicos ainda hoje possuem na Índia uma certa disputa sobre quem são os "verdadeiros indianos", o que mostra que eles não estão lá muito bem integrados.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Ter 2 línguas de ramos diferentes não é impeditivo de compartilhar uma nação. A China, tem 2 grandes ramos linguísticos onde se encontram o Cantonês e o Mandarim, e no entanto há 5000 anos que é uma nação (exclua-se o Tibete por razões óbvias). O mesmo se passa na Índia, com a agravante que na índia existe uma base cultural alargada, uma uniformidade genética indiscutível e um sentimento de pertença em relação à nacionalidade "Indiana", raro.
l23722 9 months ago
@l23722 Você está confundindo língua com ramo. Praticamente toda a população chinesa fala línguas de um mesmo ramo descendente do proto-sínico: o cantonês e o mandarim são línguas de uma mesma família e até descendem do mesmo ancestral. Na Índia, estou falando de dois troncos linguísticos tão distintos quanto o indo-europeu é do altaico . Se vc pesquisar na internet, verá que há tremendas desavenças entre indo-arianos e dravídicos reclamando a "autêntica origem indiana". É algo notório!
Homoclassicus 9 months ago
@l23722 Mas que besteira. O Brasil indubitavelmente já tinha uma cultura e etnicidade distinta da de Portugal, embora próxima. Divisões políticas são inócuas, porque historicamente se modificam bastante, então é evidente que a identidade étnica é que importa para definirmos essa questão no passado. Espero que esteja brincando. Portugal certamente tem também seus gênios e não precisaria contorcer os fatos nem se arvorar no passado colonial para contar com alguns grandes nomes para si. Ou precisa?
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus O Brasil não tem um cultura hoje em dia, muito menos naquela altura. Aliás, o Brasil é uma manta de retalhos de culturas. Cultura Brasileira vai desde a Tarantela Italiana, à Chotiça Portuguesa, ao Africanismo e Nativisto. Este seu comentário de "Cultura brasileira distinta" é tudo mesmo algo que possa ser levado em conta.
l23722 9 months ago
@l23722 Talvez seu problema é achar que diversidade cultural significa inexistência de nacionalidade. A homogeneidade, a monotonia não são mesmo atributos da cultura do Brasil, muito menos as desejamos. Deixamos que outros países lutem pelas suas "identidades" que significam na verdade a admissão de um só tipo de cultura. Há uma só identidade nacional no Brasil, mas abarcando diversas culturas, hoje similares entre si. Somos como os EUA: um só sentimento nacional, mas várias culturas. Que bom!
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Nação, é algo relativo a UM povo. Nação é o espaço geográfico de UM povo, e como qualquer pessoa sabe UM povo, caracteriza-se pela uniformidade cultural e genética. Com isto depreende-se que o Brasil não é UM povo mas sim vários povos, e como tal não tem uma nação e nunca terá, porque promovem de tal forma uma ordem de mosaico, que nunca os vários povos se poderão apropriar de um espaço geográfico e formar uma nação.
l23722 9 months ago
Claro, o velho conceito europeizado de que uma nação só se constrói com gente geneticamente e culturalmente uniforme. Não me impressiona que até hoje seja um dilema na Europa a integração com culturas distintas. No Brasil, recebemos gente de mais de 70 países, absorvemos muito de sua cultura, deixamos que as continuem praticando se quiserem. E, como os EUA e outras nações fortes, construímos uma só identidade calcada na multiplicidade. Que pena que não tenham aprendido isso.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus O conceito nação, diferenciado de estado, nasceu na Europa. Os famosos Estado-Nação, são uma criação Europeia. É natural que a definição a seguir seja a Europeia.
l23722 9 months ago
@l23722 Frisaria ainda eu: para os europeus. Conceitos, felizmente, não possuem detentores nem são objeto de título de propriedade. :-)
Homoclassicus 9 months ago
@l23722 Quanto à questão genética, você adentrou num espaço complicado, especialmente porque, por esse critério, Portugal e Espanha especialmente, assim como todo o resto da Europa, estariam excluídos como nações que representam, como diz você, "um só povo". Estudos genéticos e históricos confiáveis já feitos na Península Ibérica demonstram que as populações daí, variando conforme a região, são basicamente uma mistura de indígenas, celtas, latinos, berberes, árabes, judeus, germânicos, etc.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Não existe, em nenhum estado europeu excepto a Roménia (com a enorme comunidade cigana), a Noruega, a Suécia e a Finlândia (com o povo asiático Sami), e Rússia (com os asiáticos), que não seja uniformizado genéticamente. O facto de haver miscigenação não impede a existência de uma nação. O que impede a existência de uma nação é exactamente a não miscigenação, que leva a grupos culturais, étnicos e raciais diferentes, que é o que acontece no Brasil. Um mosaico como já tinha dito.
l23722 9 months ago
@l23722 A não miscigenação no Brasil? Você deve estar brincando, já que quase 50% da população brasileira é parda, mestiça de negros, brancos e indígenas, e outra tanta parcela da população branca e negra possui tais fenótipos mas é comprovadamente miscigenada. Francamente, você só pode não conhecer nenhum pouco o Brasil ou acha que o conhece mas ficou na superfície do entendimento sobre o país...
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus 50% do Brasil não é miscigenado. O Brasil é um mosiaico como disse. O sua indignação e consequente explicação só mostra o que digo. O Brasil não tem uniformidade demográfica, étnica ou racial.
l23722 9 months ago
@l23722 Não tem uniformidade racial, isso é fato. O que não entendo é como isso significa que há pouca miscigenação se esse é um dos atributos internacionalmente mais reconhecidos à demografia brasileira, bem como não entendo como, do ponto de vista seu do que é "nação", o fato de haver uma grande diversidade genética e cultural impede que haja um só sentimento de pertença e identidade nacional. Talvez você precise visitar mais lugares como o Brasil, EUA ou Venezuela para ver como isso é normal.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Venezuela é muito mais uniformizada do que o Brasil, e muito mais ainda que os EUA. E vamos lá a ver se nos entendemos de uma vez por todas. O Facto de não haver nação não implica que não haja uma "identidade" comum. o facto é que essa identidade, a "identidade brasileira", está inteiramente ligada ao estado. Não existe no Brasil continuidade demográfica ou cultural. Facto!
l23722 9 months ago
@l23722 A nossa divergência, como já ficou claro, está no fato de que você considera a uniformidade cultural e genética uma premissa para existir a nação, enquanto eu considero que há nações, embora não todas, que formam um sentimento de pertença e de identidade como uma só nação apesar de serem cultural e geneticamente diversas (são exemplos 2 países relevantes, Brasil e EUA). Tanto assim é que no Brasil se distinguem as "nações indígenas" nativas da "nação brasileira". Até mais!
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Isso deve-se ao facto de querer ignorar o facto de que o conceito de "nação" foi forjado por europeus, dos quais os portugueses formaram o primeiro "estado-nação".
l23722 9 months ago
@l23722 Bom, termino como muitos brasileiros diriam, se é que me entende: "Ah, tá!". ;-P
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Celtas, Romanos, Berberes, Árabes, Judeus e Germânicos não existem em Portugal, nem Espanha, nem em lado nenhum da Europa. Eles fundiram-se. Por outro lado existe UM povo herdeiro de todoes eles.
Agora vá ao Rio Grande do Sul e diga a um descendente de Alemães que tem a mesma cultura dos negros da Bahía, veja a reacção e pense se são realmente ambos o mesmo povo.
l23722 9 months ago
@l23722 Eu rebati sua fala sobre uniformidade GENÉTICA, algo ultrapassado e que não existe na Península Ibérica, como é bem sabido. Quanto aos brasileiros, posso lhe afirmar qual a reação da maior parte, e que pode soar esquisita para pessoas de pequenos países homogêneos: gaúchos e baianos diriam que não têm a mesma cultura mas compartilham a identidade brasileira. Uma nação se faz com laços de identidade e suporta vastas diferenças culturais, contanto que não cheguem a ser fator de separação.
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Uniformidade genética pode existir com miscigenação. Uniformidade genética tem a haver com uma semelhança genética entre pessoas. Se todas as pessoas descenderem de 50 povos diferentes haverá uniformidade genética na mesma, que é o que acontece em na Peninsula Ibérica (como é bem sabido, como você diz).
Quanto à ´"identidade brasileira", continua a não entender a diferença entra nação e estado. A identidade brasileira advém do ESTADO, porque NAÇÃO implica uniformidade cultural.
l23722 9 months ago
@l23722 O engraçado é que você diz que a identidade brasileira só tem a ver com o Estado, não perfazendo uma verdadeira nação, mas empiricamente há muito menos intensidade de movimentos separatistas no Brasil - e olhe que somos um país gigantesco, onde pessoas do Rio Grande do Sul podem viver e morrer sem ver uma de Roraima! - do que nas nações que você diz "uniformes genética e culturalmente" como a Espanha, Itália, etc. O separatismo aqui desde ~1850 não vinga mais, mas na Europa floresce...
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus O Brasil tem separatismo, e não é pouco. Não adianta negar que não haja separatismos no Brasil quando existem centenas de "mortes de ódio" dentro da comunidade nordestina no sul do Brasil. O Rio Grande do Sul até já foi uma República (é brincadeira dizer que não há separatismos).
Quanto a Espanha e Itália, quando foi que eu disse que elas eram uma nação? Eu nem sequer considero Espanha um Estado de Facto, quanto mais uma nação...
l23722 9 months ago
@l23722 Bom, você disse que a Península Ibérica é uniforme geneticamente, o que para você é requisito para se formar uma nação... Como visto, foi você que disse algo que não se encaixa na Espanha, exemplo máximo de um Estado onde há várias nações, essas sim com identidades, línguas e culturas bastante distintas (inclui até uma língua e um povo não-indo-europeu, o basco). :-)
Homoclassicus 9 months ago
@Homoclassicus Eu disse que uniformidade genética é um dos requesitos, não o único. Espanha não tem uma identidade cultural contínua como Portugal. Se no sul cantam e dançam ao som das Sevilhanas e Flamenco de origem Cigana (que por sua vez são de origem indiana), no norte tocam gaita-de-foles e sentem-se mais portugueses que espanhóis, (nomeadamente a Galiza).
l23722 9 months ago
@l23722 Engraçado. Você não parece compreender como um país vem de diversas origens, mas pode manter as tradições estrangeiras e ao mesmo tempo absorvê-las para criar culturas regionais próprias, definitivamente brasileiras. Conhece por acaso, para ficarmos só na música, o forró, o sertanejo, o bumba-meu-boi, o xote, a seresta, o choro, o baião e outros estilos folclóricos do Brasil? Ainda que tenham origem estrangeira, formaram-se coisas novas. Essa capacidade lhe parece "incomum"? Pois não é.
Homoclassicus 9 months ago