Esse conceito de vocação é uma baixaria. Qual seria então o local de vocação para moradia de pobres? Que características definiriam a vocação para moradia popular? Será que o subúrbio, longe dos postos de trabalho, mau servido de equipamentos de uso público e de infra-estrutura, é o local dessa vocação? Será a segregação sócio-espacial é um processo que se harmoniza com o conceito de vocação, meus caros? Gostaria de uma resposta
@Maira2d Maira: não tenho nenhuma restrição a moradia de baixa renda na área portuária. A questão é o como se faz. É necessário trazer primeiro moradia de classe média e atividade comercial e cultural e, em seguida, projetos de baixa renda. A razão é simples, se voce caracterizar inicialmente a região como moradia de baixa renda a classe média não virá. Mas se ela vier antes criará
@Maira2d De acordo, não posso dar conta dessa complexidade em 150 batidas, sugiro que continuemos a discussão por email, o meu é afsirkis@gmail.com.br Respeito o viés acadêmico. Entenda que passei seis anos vivendo esse tema e conheço projetos desse tipo em uns 10 países diferentes. E estou muito longe de qualquer idéia de segregação espacial. Concordo que "vocação" é ambíguo.
@alfsirkis Entendo sua preocupação, mas a dinâmicas sócio espacias urbanas são mais complexas que isso. É muita ingenuidade achar que a ocupação terá uma lógica linear classe média - classe baixa como você Sugere que acontecerá. Não vai acontecer assim. Se em Botafogo os moradores reclamaram da caridade da Igreja em junto aos sem teto, imagine numa área completamente reestruturada, com interesses diversos em jogo. É uma situação complexa, onde o Estado sempre priorizou o fluxo de capital.
@alfsirkis E, na minha opinião devemos parar de usar o termo vocação. Isso vira justificativa para a segregação sócio-espacial, além de permitir o acúmulo de projetos agressivos numa área, como Itaguaí-sepetiba, cujo futuro urbano é uma incógnita. Acho que falta aos planejadores uma visão mais complexa da realidade Urbana. Já que você parece priorizar sua comunicação conosco, peço que leia Henri Acselrad e Ermínia Maricato. Obrigada
vamos troca ideias sou presidente da associação dos tpa e o sidnei me conhece
Felicio202 1 year ago
Esse conceito de vocação é uma baixaria. Qual seria então o local de vocação para moradia de pobres? Que características definiriam a vocação para moradia popular? Será que o subúrbio, longe dos postos de trabalho, mau servido de equipamentos de uso público e de infra-estrutura, é o local dessa vocação? Será a segregação sócio-espacial é um processo que se harmoniza com o conceito de vocação, meus caros? Gostaria de uma resposta
Maira2d 1 year ago
@Maira2d Maira: não tenho nenhuma restrição a moradia de baixa renda na área portuária. A questão é o como se faz. É necessário trazer primeiro moradia de classe média e atividade comercial e cultural e, em seguida, projetos de baixa renda. A razão é simples, se voce caracterizar inicialmente a região como moradia de baixa renda a classe média não virá. Mas se ela vier antes criará
alfsirkis 1 year ago
Comment removed
Maira2d 1 year ago
@Maira2d De acordo, não posso dar conta dessa complexidade em 150 batidas, sugiro que continuemos a discussão por email, o meu é afsirkis@gmail.com.br Respeito o viés acadêmico. Entenda que passei seis anos vivendo esse tema e conheço projetos desse tipo em uns 10 países diferentes. E estou muito longe de qualquer idéia de segregação espacial. Concordo que "vocação" é ambíguo.
alfsirkis 1 year ago
@alfsirkis Entendo sua preocupação, mas a dinâmicas sócio espacias urbanas são mais complexas que isso. É muita ingenuidade achar que a ocupação terá uma lógica linear classe média - classe baixa como você Sugere que acontecerá. Não vai acontecer assim. Se em Botafogo os moradores reclamaram da caridade da Igreja em junto aos sem teto, imagine numa área completamente reestruturada, com interesses diversos em jogo. É uma situação complexa, onde o Estado sempre priorizou o fluxo de capital.
Maira2d 1 year ago
@alfsirkis E, na minha opinião devemos parar de usar o termo vocação. Isso vira justificativa para a segregação sócio-espacial, além de permitir o acúmulo de projetos agressivos numa área, como Itaguaí-sepetiba, cujo futuro urbano é uma incógnita. Acho que falta aos planejadores uma visão mais complexa da realidade Urbana. Já que você parece priorizar sua comunicação conosco, peço que leia Henri Acselrad e Ermínia Maricato. Obrigada
Maira2d 1 year ago