10) Tive que postar em nove vezes(começa de baixo para cima iniciando em "Lição das chuvas de verão" por causa do limite de caracteres. Isso foi escrito em 1998!!!!
É simples viver respeitando os nossos limites. A natureza não tem nenhuma preocupação com a humanidade, que pensa que é dona do mundo. Nunca foi e nunca será. De tanto poluir e ocupar o solo desordenadamente, um dia a humanidade se engalfinhará por água e comida. Vai demorar, mas vai acontecer.
9)Ele vai entupir bueiros, assorear rios e lagoas, obstruir canais e tubulações. Vai determinar a inundação de ruas e praças, invadindo as redes de energia, luz, gás e telefones. Essas inundações, provocadas pelo não escoamento das águas, vão tumultuar o trânsito e infernizar a vida da Cidade. Portanto, a quinta cautela é com o lixo. Manter livre e limpos os bueiros e o leito dos rios, canais e tubulações, é garantir que as torrentes cheguem rápidas e tranqüilas ao seu destino final,o mar
8)A QUARTA CAUTELA, pois, vem bem ilustrada com esse caso. Não se pode permitir que, ao lado de um condomínio popular urbano, de boa qualidade, surja um assentamento com todas as características de desordem urbana, da qual já se havia livrado a população para lá transferida. A QUINTA CAUTELA é mais pedagógica. Vai depender de cada um. É o caso do lixo. É preciso que a população entenda que o lixo é o seu maior inimigo na época das chuvas torrenciais.
7)Ao lado, corre um ribeirão. No projeto original da Cidade de Deus, ele seria dragado, desassoreado e florestado. Infelizmente, isso não ocorreu. A demagogia e o populismo de políticos sem escrúpulos permitiram sua ocupação irregular. No noticiário, essa favela é sempre citada erradamente como sendo Cidade de Deus. Com qualquer chuva, aquilo inunda e as conseqüências são trágicas. E a Cidade de Deus, que é um bairro bem organizado, passa a ser conhecido como favela.
6) Se a maré sobre, os rios, lagoas, riachos, canais e sistemas de drenagem não conseguem jogar no mar as águas que descem. Portanto, os bairros devem estar sempre em cotas acima do nível do mar e bem acima dos níveis dos rios, riachos, canais e lagoas. Nas margens baixas ocupadas, na hora das enxurradas, as águas levam tudo. Em Jacarepaguá, um bairro popular conhecido como Cidade de Deus vive um caso destes. O conjunto habitacional que lhe dá o nome, está no nível certo. Tanto que não inunda.
5) dentro dos padrões urbanos normais de uma cidade. No Rio, as torrentes despencam de mais de 600 metros de altura e alcançam o mar em menos de cinco quilômetros de distância. Daí a necessidade de usar de todos os recursos florestais, para que as águas desçam livres e desembestadas. A TERCEIRA CAUTELA, pois, está em não deixar ocupar e não urbanizar áreas florestadas. Na parte plana da cidade, sempre existiram áreas abaixo do nível do mar.
4)Favelas instaladas na Mata Atlântica são um retrato contundente desta permissividade irresponsável. As sucessivas catástrofes, que ocorreram nelas em todos esses anos, são prova disso. Os governos deveriam impedir esse absurdo. Após executar projetos de reassentamento para seus ocupantes, o importante é recuperar a cobertura vegetal. Não se urbanizam favelas em áreas de Mata Atlântica. Mas é possível urbanizar o favelado, retirando-o de lá e dando a ele a possibilidade de viver
3)As margens devem ficar livres e, de preferência, cobertas por boa vegetação. A SEGUNDA CAUTELA, pois, está em não ocupar áreas ribeirinhas.A formação geológica das montanhas determina os riscos de sua ocupação. No caso do Rio, o maciço é considerado perigoso. Desmatado, ele sofre infiltrações que provocam processos de desbarrancamento e deslizamento de rochas. Áreas como a Rocinha e o Vidigal, por exemplo, são arriscadíssimas.
2)parte das cautelas do seu dia-a-dia? Em áreas montanhosas, situadas na orla do mar, como é o caso do Rio, chuvas torrenciais não causam estragos quando escorrem montanha abaixo em solo coberto por farta vegetação. A PRIMEIRA CAUTELA, pois, está em não desmatar. Quando a área plana é cortada de riachos, rios e lagoas, é preciso evitar a ocupação de suas margens. Como o volume das águas eleva o nível deles, as vias naturais de escoamento devem ficar sempre bem acima desse nível.
1)”Lições das chuvas de verão”, texto de autoria de Sandra Cavalcanti, publicado no Jornal do Brasil de 15 de janeiro de 1998 por ocasião das enchentes de 8 de janeiro de 1998. À época ela era Secretária extraordinária de projetos especiais e ex-deputada federal: Depois dos sustos e atropelos causados pelas chuvas de verão, quem sabe a população vai se dar conta de que mora em um país tropical? E entender que, nele, as manifestações violentas da natureza são previsíveis e devem fazer
10) Tive que postar em nove vezes(começa de baixo para cima iniciando em "Lição das chuvas de verão" por causa do limite de caracteres. Isso foi escrito em 1998!!!!
É simples viver respeitando os nossos limites. A natureza não tem nenhuma preocupação com a humanidade, que pensa que é dona do mundo. Nunca foi e nunca será. De tanto poluir e ocupar o solo desordenadamente, um dia a humanidade se engalfinhará por água e comida. Vai demorar, mas vai acontecer.
internautaglobal 1 year ago
9)Ele vai entupir bueiros, assorear rios e lagoas, obstruir canais e tubulações. Vai determinar a inundação de ruas e praças, invadindo as redes de energia, luz, gás e telefones. Essas inundações, provocadas pelo não escoamento das águas, vão tumultuar o trânsito e infernizar a vida da Cidade. Portanto, a quinta cautela é com o lixo. Manter livre e limpos os bueiros e o leito dos rios, canais e tubulações, é garantir que as torrentes cheguem rápidas e tranqüilas ao seu destino final,o mar
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8)A QUARTA CAUTELA, pois, vem bem ilustrada com esse caso. Não se pode permitir que, ao lado de um condomínio popular urbano, de boa qualidade, surja um assentamento com todas as características de desordem urbana, da qual já se havia livrado a população para lá transferida. A QUINTA CAUTELA é mais pedagógica. Vai depender de cada um. É o caso do lixo. É preciso que a população entenda que o lixo é o seu maior inimigo na época das chuvas torrenciais.
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7)Ao lado, corre um ribeirão. No projeto original da Cidade de Deus, ele seria dragado, desassoreado e florestado. Infelizmente, isso não ocorreu. A demagogia e o populismo de políticos sem escrúpulos permitiram sua ocupação irregular. No noticiário, essa favela é sempre citada erradamente como sendo Cidade de Deus. Com qualquer chuva, aquilo inunda e as conseqüências são trágicas. E a Cidade de Deus, que é um bairro bem organizado, passa a ser conhecido como favela.
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6) Se a maré sobre, os rios, lagoas, riachos, canais e sistemas de drenagem não conseguem jogar no mar as águas que descem. Portanto, os bairros devem estar sempre em cotas acima do nível do mar e bem acima dos níveis dos rios, riachos, canais e lagoas. Nas margens baixas ocupadas, na hora das enxurradas, as águas levam tudo. Em Jacarepaguá, um bairro popular conhecido como Cidade de Deus vive um caso destes. O conjunto habitacional que lhe dá o nome, está no nível certo. Tanto que não inunda.
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5) dentro dos padrões urbanos normais de uma cidade. No Rio, as torrentes despencam de mais de 600 metros de altura e alcançam o mar em menos de cinco quilômetros de distância. Daí a necessidade de usar de todos os recursos florestais, para que as águas desçam livres e desembestadas. A TERCEIRA CAUTELA, pois, está em não deixar ocupar e não urbanizar áreas florestadas. Na parte plana da cidade, sempre existiram áreas abaixo do nível do mar.
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4)Favelas instaladas na Mata Atlântica são um retrato contundente desta permissividade irresponsável. As sucessivas catástrofes, que ocorreram nelas em todos esses anos, são prova disso. Os governos deveriam impedir esse absurdo. Após executar projetos de reassentamento para seus ocupantes, o importante é recuperar a cobertura vegetal. Não se urbanizam favelas em áreas de Mata Atlântica. Mas é possível urbanizar o favelado, retirando-o de lá e dando a ele a possibilidade de viver
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3)As margens devem ficar livres e, de preferência, cobertas por boa vegetação. A SEGUNDA CAUTELA, pois, está em não ocupar áreas ribeirinhas.A formação geológica das montanhas determina os riscos de sua ocupação. No caso do Rio, o maciço é considerado perigoso. Desmatado, ele sofre infiltrações que provocam processos de desbarrancamento e deslizamento de rochas. Áreas como a Rocinha e o Vidigal, por exemplo, são arriscadíssimas.
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2)parte das cautelas do seu dia-a-dia? Em áreas montanhosas, situadas na orla do mar, como é o caso do Rio, chuvas torrenciais não causam estragos quando escorrem montanha abaixo em solo coberto por farta vegetação. A PRIMEIRA CAUTELA, pois, está em não desmatar. Quando a área plana é cortada de riachos, rios e lagoas, é preciso evitar a ocupação de suas margens. Como o volume das águas eleva o nível deles, as vias naturais de escoamento devem ficar sempre bem acima desse nível.
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1)”Lições das chuvas de verão”, texto de autoria de Sandra Cavalcanti, publicado no Jornal do Brasil de 15 de janeiro de 1998 por ocasião das enchentes de 8 de janeiro de 1998. À época ela era Secretária extraordinária de projetos especiais e ex-deputada federal: Depois dos sustos e atropelos causados pelas chuvas de verão, quem sabe a população vai se dar conta de que mora em um país tropical? E entender que, nele, as manifestações violentas da natureza são previsíveis e devem fazer
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